Vilões de filmes como foram idealizados originalmente.

( Projeto muito legal do artista e cineasta americano Brian J. Davis onde ele usa softwares usados pela polícia americana para a criação de esquetes de pessoas procuradas por crimes.

Davis usou esses softwares com as descrições encontradas nos livros onde vilões de filmes foram criados.

O resultado é o máximo.

ANNIE WILKES – (MISERY) – LOUCA ABSESSÃO

CARRIE WHITE – CARRIE, A ESTRANHA

CLARICE STARLING – O SILÊNCIO DOS INOCENTES (tá, ela não é vilã mas deixemos passar)

DRACULA –  DRACULA DE BRAM STOKER

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“Preacher” e “Outcast”: 2 novas séries animais!

Ontem assisti os primeiros episódios de “Preacher” e de “Outcast” e pirei.

“Preacher” é a adaptação para tv de um dos meus quadrinhos favoritos de mesmo nome.

Escrito pelo grande Garth Ennis, conta a história de Jessie Custer, um pastor de uma cidadezinha do Texas que é possuído por uma entidade meio anjo meio demônio e com isso ganha o dom da Palavra: faz com que as pessoas obedeçam literalmente o que ele diz.

Ele tem uma “turminha da pesada”: sua namorada total bad ass, um vampiro irlandês e o cara de cu, um cara que literalmente tem um cu no lugar da boca, mais ou menos.

Bom, a série estreou domingo nos EUA e finalmente não cagaram uma adaptação da Vertigo pra tv. Depois que “Hellblazer” e “Lucifer” viraram séries cômicas bestas, eu já não esperava mais nada.

Mas “Preacher” é pesada, boa, dramática, violenta, punk, podre como nos quadrinhos. Produzida, escrita e dirigida por Seth Rogen, que se diz fã ardoroso, só posso esperar e desejar que continue nessa pegada bem boa.

E o melhor de tudo, o tal pastor é vivido pelo fodaço Dominic Cooper.

“Outcast” é uma série que estreia em junho mas teve o primeiro episódio vazado. Depois de me decepcionar com “Damien”, série baseada nos filmes “A Profecia”,  eu dei uma chance a essa série de exorcismo e demônios e me dei bem.

“Outcast” conta a história de um cara bem estranho (vivido por Patrick Fugit, o moleque de um dos meus filmes preferidos “Quase Famosos”) que teve alguns casos de possessão demoníaca em sua vida e tem uma forma bem peculiar de lidar com isso. (esse é um resumo bem besta pra não estragar com spoilers)

A série é baseada na HQ de mesmo nome escrita pelo criador de “The Walking Dead”.

Parece que o treco é bom mesmo porque o Cinemax já garantiu uma segunda temporada.

Massive Attack, Zulawski e Isabelle Adjani.

 

Referências e mais referências.

Semana passada, numa homenagem ao mestre polonês Zulawski, eu postei esse vídeo animal da Isabelle Adjani possuída, num vestido azul, num túnel de metrô, na sequência mais foda do clássico  vampiresco “Possessão”.
Hoje o Massive Attack lança o maravilhoso clipe pra música “Voodoo In My Blood” (opa) com a Rosamund Pike também possuída num também vestido azul num também túnel de uma estação de metrô.
Nem acho coincidência não.
Aliás, isso é que é clipe!
Quando os artistas vão perceber que não precisam aparecer o tempo inteiro nos vídeos?

Adjani possuída num túnel: obrigado Zulawski.

Isabelle Adjani é a minha atriz preferida da vida.

Ela já foi as mulheres mais loucas possíveis no cinema: Camile Claudel, a filha do Victor Hugo, A Rainha Margot e a vampira de Possessão.

andrzej zulawski & isabelle adjani on the set of possession (1981)
andrzej zulawski & isabelle adjani on the set of possession (1981)

E é nesse filme de 1981, “Possessão”, dirigido pelo mestre polonês falecido hoje Andrzej Zulawski que Isabelle faz uma das melhores cenas da história do cinema, possessa, num túnel de uma estação de metrô.

Todo mundo se lembra da cena de estupro da outra deusa Monica Bellucci num túnel em “Irreversível”, mas essa da Adjani é a melhor de todas, eu acho.

(obrigado Zulawski, d.e.p.)

 

 

 

O fim da saga “Amanhecer” e a banalização (!) dos vampiros.

Tá bom, título péssimo e pretensioso.
Parece que vai começar um artigo científico uspiano.
O que não é o caso.
Na verdade é um desabafo sobre vampiros, meus personagens de terror preferidos, como eu já deixei claro antes nesse post.
Só que agora eu quero falar um pouco sobre a saga “Amanhecer” ou melhor, sobre o final dela no cinema.
Quando a Isabella minha filha era pequena, acho que quando ela tinha uns 4 anos, um dia coloquei ela pra assistir comigo “Entrevista Com o Vampiro”, nos bons (not) tempos do VHS. O filme era legendado, eu contava mais ou menos a história pra ela e ela se apaixonou pelo Brad Pitt. De lá pra cá, ela virou uma fanática por vampiros também e por causa dela comecei a ler os livros do “Crepúsculo”.
Primeiro lia pra ela, depois líamos juntos e o último eu li depois que ela acabou de ler.
O tempo passa, as crianças crescem e a necessidade de ter o pai por perto, mesmo que seja pra ler um pouco antes de dormir, também passa.
De qualquer maneira, vi no cinema todos os filmes da saga com ela, menos esse último. Acabei indo com minha companheira de cinema de sexta a noite que insistiu muito e que estava doida pra ver o Edward (sim, a Daniela é #teamedward).
Fomos e pra ser sucinto, rimos o filme inteiro.
Primeiro ri (como ri em todos os outros filmes da série) com a maquiagem e os cabelos da família de vampiros. Pra que deixar os caras mais feios? Pra que perucas tão péssimas? Pra que o Kela Lutz num filme?
Pra piorar a situação, nesse último filme, a filha de Bella e Edward, meio vampira meio humana, cresce a olhos nus e os produtores resolveram fazer o bebê com os piores efeitos especiais que o cinema americano de grande orçamento já usou num filme.
A gente já tinha percebido nos filmes anteriores que os lobos quando ficavam perto dos atores eram muito ruins, efeitos especiais baratos mesmo.
Só que com o bebê eles abusaram da nossa boa vontade.
Aqui um parêntese sobre o bebê que se chama Renesmee, a junção do nome das 2 avós, coisa mais ridícula do mundo.

Voltando a criança, de verdade não entendi porque não usaram uma criança real e fizeram um CGI depois no rosto, porque nada do que vimos no filme justifica a picaretagem.
Bom, o filme é bem meia boca, só salva a luta final que mesmo com os efeitos especiais de quinta teve um pouco de emoção.
O bom do fim desses filmes é que chega de vampiro bunda mole, que come bichinho e não beija a menina.
Chega de virgindade em filme de personagem de terror.
Pode ter amorzinho, paixão, como mostra o trailer de um filme que tô doido pra que passe logo, “Warm Bodies”:

Agora, o que eu quero mesmo é sangue, dilaceração, vampiro fodão com medo do sol e não o que se esconde porque brilha no sol (menos, né).
Outro filme que quero ver logo é “Midnight Son”, história de um cara que… Olha o trailer:

Pra completar, espero 3 coisas:
– que o Pattinson que já disse que odeia o “Crepúsculo” faça mais filmes como “Cosmpolis”;
– que a Kristen “preguiça”Stewart engravide e esqueça sua carreira de “atriz” de vez;
– e que o lobo Taylor Lautner assuma seu namoro com o reoteirista de “Milk” Dustin Lance Black e faça um monte de filme “alternativo”. Ou não.
Sem mais.

Encontros inusitados entre personagens de filmes.

Adorei essa série de ilustrações do francês Berk Senturk onde ele coloca lado a lado personagens que são parecidos, mas de universos diferentes.
E quebra o gelo com um único “Oh, Hi!”.
Acho que meu preferido é esse aqui:

Olhe todos e me diga qual vc prefere.

Novos posters e badges de True Blood.

Vem, vampirada!
Dia 10 de junho volta ao ar minha e sua e nossa série de vampiros preferida, True Blood.
E daqui pra lá vai ser lindo, como é todo ano, a quantidade de fotos, vídeos, posters e badges que os produtores lançam.
Hoje saíram 3 posters do Eric, Alcide e da fofinha Sookie e ontem eu consegui 2 badges no Get Glue.
Tudo aqui abaixo para o seu deleite.

“O Reflexo Do Mal”, pérola perdida! (Post vintage/2008)

Muito tempo atrás, nos anos 80’s, um escritor resolver filmar seu próprio livro e lançou um filmaço em 1990, “The Reflecting Skin”, aqui com uma tradução porca (óbvio) de “O Reflexo do Mal”, levando o filme pra um lado de terror besta que não o é.
Phillip Ridley, o tal escritor, lançou esse livrinho ótimo, sobre um menino de 8 anos de idade que vive nos anos 50’s no meio do nada americano e começa a descobrir a vida e a morte e no meio disso, o sexo.
Reflecting skin poster
Com um clima bem pesado (no melhor dos sentidos), Ridley cria um universo próprio que faz com que a gente acredite em tudo que ele nos mostra através do garoto Seth: sua mãe fanática religiosa, seu pai que lê histórias de vampiros, sua vizinha viúva que ele acredita ser ela uma vampira, seus amigos que vão sumindo causando mais desgraças ainda, um carro preto cheio de “transviados” que tentam aterrorizar o povo e finalmente seu irmão que volta da guerra com uma foto de um bebê exposto à radiação na sua carteira ao lado de uma foto de uma mulher pelada, mostrando que nesse universo, o sexo e o horror andam lado a lado, seus dois souvenirs de viagem.
A roteiro tem uma narrativa quase infantil, sempre do ponto de vista de Seth, mas quanto mais ela vai atrás do que fazer pra passar o seu tempo livre, mais sua imaginação o leva a um mundo só seu de viúvas/vampiros e fetos/anjos e mães/demônios onde ninguém se salva e onde ninguém é normal, nem mesmo ele, quase consciente de sua loucura.
Uma coisa que me deixa impressionado com esse filme até hoje, é ainda sua pertinência cinematográfica, seu apurado senso estético e principalmente a direção de atores, com destaque para o garoto Jeremy Cooper que faz um Seth Dove que nos deixa tensos a cada close seu, no nível do Damian de “A Profecia” e a surpresa desse filme é o Viggo Mortensen, já mostrando o grande ator que viria a ser
As referências meio óbvios de David Lynch e David Cronenberg se somam ao gênio de Ridley que nesse filme explode na tela, especialmente se pensarmos que o ele é o autor do livro, sem nunca ter dirigido nada antes e com um filme de terror feito em 1995, “The Passion of Darkly Noon”.