134/365 THE DEVIL’S CANDY

Puta filme desgraçado.

Um artista plástico metaleiro meio falido, sua mulher e sua filha metalerinha, se mudam pra uma casa que eles compram numa oportunidade única e barata. Detalhe: na casa morreu um casal que lá vivia, ninguém comprava, encalhou e por isso a oportunidade.

Até aí tudo bem. Eles se mudam, o ateliê do cara melhora, a mulher se fode mais pra trabalhar longe, a filha muda de escola e também se fode. Mas o metaleiro se anima com a mudança e começa a produzir muito. Só que ele não entende como pinta, porque entra em uns transes, ouve uns sussurros e medo pra caralho.

Casa assombrada, lembra?

Possessão de leve.

Ah, tem ainda o Pruitt Taylor Vince, sabe?

Não? Olha a foto dele pra lembrar.

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Então, acho que finalmente escreveram uma personagem pra ele e seu phisique du role tão peculiar.

Ele é o filho do casal que morreu na casa e quer voltar pro seu lar e continuar matar crianças que são… tentem adivinhar… os docinhos do demônio do título do filme.

Voltando lá: que filme desgraçado. Me caguei bem. E que trilha, minha gente, que peso, que gritaria, que trilha!

Moral da história: não ouça heavy metal porque é a música do demo e se ouvir muito e chamar, ele vem.

Outra moral da história: se for metal head e não tiver jeito, pelo menos tenha uma bela guitarra em casa, fica a dica.

Mais uma trilha linda do Geoff Barrow do Portishead.

Depois de fazer as trilhas do preferido Ex-Machina, Geoff Barrow do Portishead faz a trilha do novo do filme do queridinho inglês, que eu nem curto tanto, Ben Wheatley.

Além das músicas de Barrow a trilha ainda tem John Denver, Creedence Clearwater Revival e The Real Kids,

Free Fire tem um puta elenco ( Brie Larson, Armie Hammer, Cillian Murphy, Jack Raynor, Sharlto Copley) e um belo dum trailer.

Mas ouça a trilha aqui e o trailer logo abaixo.

A trilha de Moonlight recriada pelo diretor Barry Jenkins com os Chopstars.

Um absurdo de lindo.

O diretor de Moonlight, Barry Jenkins, chamou seus amigos OG Ron C and the Chopstars e deu uma brincada com 26 músicas que estão na trilha do filme que vão desde “Shining”  de Beyonce e Jay-Z,  Aretha Franklin, Goodie Mob e uma versão de “Purple Haze” com Lloyd.

Eles fizeram um “tratamento” que se chama chopped-and-screwed, que pode ser traduzido pra picado e detonado, o que é baixar radicalmente o bpm, a batida, das músicas pra começar. Esse estilo foi criado nos anos 90’s pelo dj Screw e, olha, ficou foda, bem psicodélico, meio maconheiro.

“O Regresso” é bem bom. Mesmo. De verdade.

Eu gosto um monte do Leonardo Di Caprio.

Acho que ele já poderia ter ganho o Oscar com alguns filmes, principalmente os que ele tem feito com o Scorcese.

Mas dessa vez vai: seu novo filme, “O Regresso” é um absurdo de bom.

E ele tá melhor que nunca.

O filme conta a história de um cara,Leo,  nos início dos 1800’s, no meio do nada americano atrás de pele.

De repente esse cara entra numa luta física com um urso que praticamente o dilacera.

E seus companheiros tentam mantê-lo vivo na volta para casa.

Só que obviamente um Tom Hardy escalpelado deixa o quase moribundo pra trás e o filme acaba sendo uma história de sobrevivência e vingança.

Imagine um filme do Terrence Malick se ele tivesse tomado um monte, mas um monte, de Lsd com um tanto de MDMA.

Eu acho que os filmes do Mallick são umas belas viagens de ayahuasca.

“O Regresso” é um filho bastardo dele.

Dirigido pelo oscarizado mexicano Alejandro G. Iñarritu, o filme é todo maneirista, cheio de planos sequências ousados e meio bizarros até.

No começo isso me irritou, ficava pensando que o cara quer se mostrar, diretor bom mostrando o quanto ele tem dinheiro e pode ensaiar e rodar e rodar e rodar de novo.

Meio o que ele fez em “Birdman”, o filme chatinho.

Mas dessa vez ele me convenceu e seus delírios camerísticos têm sim um porquê.

E essa razão é o também oscarizado, também mexicano, diretor de fotografia Emmanuel Lubezki. O cara é de outro planeta.

O que ele fez em “Birdman” já foi um tour de force. E em “O Regresso” ele praticamente dá uma nova vida ao plano sequência.

Lindo!

Outro ponto ridículo de bom do filme: a trilha de outro geniozinho, Ryuichi Sakamoto.

Por favor, essa talvez seja a terceira razão pra ver o filme: Leo, a fotografia e a trilha.

Eu achei que a trilha do Johann Johannsson do “Sicário” era foda.

Mal sabia eu que Sakamoto quebrou tudo em “O Regresso”.

Cimas, texturas, barulhos, músicas, canções.

O cara faz o que quer no filme.

A experiência fílmica é única e inesquecível, super garanto.

Aqui eu coloco umas fotos do instagram do Lubezki, só pra vocês terem uma ideia da lindeza que esse cara produz.

O novo Tim Burton e a Lana Del Rey.

Confesso que não sou o maior fã da Lana Del Rey, muito pelo contrário.

Vi um show dela, achei meio chato, ela fica muito babando no público e cantando menos do que devia. Mas ela é linda, canta bem, só um pouco magoada com a vida demais. (essa é a pior crítica que eu poderia escrever sobre uma cantora, mas o pior é que acho isso mesmo, desculpem)

Por outro lado eu acho a música dela “Young And Beautiful”a melhor da trilha de “O Grande Gatsby”, linda demais.

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E agora aparecem 2 músicas da fofa que são trilha do filme novo do Tim Burton, “Grandes Olhos”, que conta a história da artista Margaret Keane que pintava os famosos quadros de pessoas com olhos grandes mas que o marido a deixava escondida por “medo da fama”. Amy Adams e Christoph Waltz vivem o casal, rodeado por um puta elenco.

Olha o trailer:

E agora a Lana, suas duas músicas:

David O. Russell é Deus.

Impressionante como eu sou chato e reticente e pé atrás.
Curto demais esse cara, o David O. Russell, diretor americano de algumas pérolas como “3 Reis”, “O Lutador”.
spanking
O primeiro filme que vi dele foi num Mostra, “Spanking The Monkey” ou numa tradução livre, “Descabelando o Palhaço”. Fui pelo título e saí de perna bamba depois de ver um filme sobre um moleque que digamos, se anima muito com a própria mão e resolve as coisas ele mesmo. Fiz até um curta uma vez pensando nesse filme que se chama “…E A Minha Mãe Também”.
Os outros 2 filmes que citei são obras primas, com elenco perfeito, direção incrível, fotografia belíssima e um dos melhores acertos entre diretor e diretor de fotografia do cinema americano. Melhor dizendo, David é um diretor que sabe o que quer e como quer em relação a fotografia e movimento de câmera. Ele deve ser o tipo de cara que decupa o filme mesmo, pensa em cenas e sequências e nos brinda com delícias cinematográficas em seus filmes.
O problema dele é que ele é um dos diretores que faz um filme bom e o próximo ruim, ele sempre pula um.
Veja a lista:
Silver Linings Playbook (péssimo)
The Fighter (ótimo)
I Heart Huckabees (péssimo)
Three Kings (ótimo)
Flirting with Disaster (péssimo)
Spanking the Monkey (ótimo)
Esse seu novo filme “Trapaça” era uma dúvida pra mim. Muita gente falando que era o melhor filme do ano, quase todo mundo mesmo. Ele em todas as mesas de debate de diretores nas prévias do Oscar. Eu doido pra ver o filme mas o elenco me deixava de pé atrás, muita gente boa, mas tinha o Jeremy Renner e o Bradley Cooper (que eu curtia mas que virou um atorzinho meia boca não sei como).
americanhustle
Até que ontem a noite eu vi o filme e ainda tô embasbacado com o que apareceu na minha frente.
Nem sei por onde começar, mas vamos de roteiro.
Um primor!
Roteiro original dele, história de um bando de enroladores em New Jersey, nos anos 70, um tentando dar o golpe no outro e a teia vai se alastrando.
A direção de arte do filme, reconstituição de época é muito boa. Parece que foi filmado mesmo nos anos 70, mas com um diretor que voltou no tempo, de 2013, e com isso filma como gente grande hoje em dia.
O que David faz com a câmera ninguém mais faz hoje em dia (com raríssimas exceções como Darren Aronofsky em “Cisne Negro”). De novo, David e seu fotógrafo trabalham numa sintonia de dar inveja.
Movimentos de câmera absurdos mas que não aparecem mais que a história, como muito diretor faz por aí.
A câmera ajudando na narrativa, não a forma sobre o conteúdo.
Já o elenco é um caso a parte.
O cara colocou no mesmo filme e com a mesma importância atores do calibre de Christian Bale, Jennifer Lawrence, Amy Adams, além dos citados Renner e Cooper que arrasam nesse filme.
E pra criar cada personagem, David não se faz de rogado e usa o tanto de maquiagem e prostéticos quanto pode, seja em perucas, pinturas, dentes falsos, decotes de roupa, tudo para criar personagens que não muito frequentemente vimos em filmes americanos.
Na terceira frase do personagem você já entende toda a história do cara, de onde vem, pra onde vai, mostrando a profundidade na construção e na direção de ator.
O elenco de apoio também é dos melhores começando com Robert De Niro e indo até Louis C.K. e Alessandro Nivola irreconhecível.
E a trilha? Danny Elfman criou uma colcha musical de primeira, só com clássicos da época ajudando a contar a história onde a música serve quase que como uma legenda adicional aos fatos.
Só digo que tudo o que falam de bem do filme é verdade.
Não me espantaria se o cara saísse do Oscar esse ano com as mãos cheias.
E vou torcer pra isso.

“Safety Not Guaranteed” é bem lindo.

Não tem jeito, eu sou apaixonado por filmes de viagem no tempo.
“Donnie Darko” é um dos meus top 5 de todos os tempos.
Looper” é pra mim um dos top 5 de 2012. Nem, acho que top 3.
E esse “Safety Not Guaranteed”, meu primeiro filme de 2013 tem viagem no tempo.
E como todo filme bom desse tema, a viagem no tempo tem a ver com uma história de amor. Doideira, amor, paixão, tudo junto.
Eu não sabia do que se tratava o filme, enrolei pra assistir principalmente pela vibe hipster.
Todo mundo falando bem do filme, falando bem da Aubrey Plaza (que é bem boa mesma e tá ótima no filme), falando bem do roteiro.
safety not guaranteed poster
Me arrependo de ter demorado tanto pra ver o filme.
O elenco, pra começo de conversa é fenomenal.
Aubrey tem a vibe certa da estagiária de uma revista que vai fazer uma reportagem sobre um cara que procura alguém pra fazer com ele a tal da viagem no tempo.
Esse cara é o bem bom Mark Duplass que faz claro um cara estranho que mora no meio do nada, bem looser, com a ideia bizarra de voltar ao passado pra tentar corrigir erros.
O filme tem todas as dicas dos filmes indies atuais, um monte de loosers, musiquinha bonitinha, um monte de ator bom de seriados da tv. Mas nesse caso tudo isso funciona pro bem.
O filme é estranho sem ter a cara de hipster/vintage, não é fofo, os caras sofrem mesmo.
Sem falar muito e indo ao ponto, veja o filme.
Não passou no cinema, mas logo tá no DVD e na TV.
Filmaço.

Música nova do novo 007 e não da Adele.

A Adele postou hoje no twitter essa foto de suas unhas bem feitas perto de um papel com o nome da música nova de “Skyfall”, o novo 007.

Como podemos ver, a música é escrita e produzida por um monte de gente, mas o nome da fofa não tá lá.
Só o nome do Paul Epworth, o cara que escreveu “Rolling In The Deep”.
Adele é sim só a cantora.
Então, pra finalizar, o certo é dizer que é a nova música do 007 e não da Adele.
Sou chato?

Trilhas perfeitas de ótimos trailers.

Eu fico feliz quando vejo trailers ótimos. Mesmo quando tenho certeza (e quase sempre acerto) que o filme que vem lá na frente é uma porcaria.

Nesse caso, é um trailer de um filme que deve ser bom porque só tem no elenco os deuses Ewan McGregor e Naomi Watts, “The Impossible”, baseado numa história real de uma família que se separa no tsunami da Tailândia em 2005.
O mais legal do trailer é a trilha, “One” do U2 numa versão triste do Damien Rice que já me deu um aperto no peito. Tô só imaginando no filme, vai ser um mar de lágrimas (com o perdão do pseudo trocadilho).

Nesse outro caso é uma declaração de amor minha finalmente aqui nesse blog sobre “Homeland”, a melhor série americana dos últimos anos, com a FODONA Claire Danes piradíssima, num papel dos sonhos.

Nesse trailer da segunda temporada, a trilha é uma versão de “Every Breath You Take” do The Police cantada pelo mesmo coral que fez a versão de “Creep” do Radiohead pra trilha do “A Rede Social”.
A série trata de espionagem, gente que pira, soldado americano com lavagem cerebral e um elenco absurdo de bom no roteiro melhor ainda. Dia 30 de setembro volta e eu fico feliz da vida.