160/365 O CADÁVER DE ANNA FRITZ

Belo terror espanhol, em princípio surpreendente.

Anna Fritz é a maior atriz da Espanha que morre no auge da carreira, linda e famosa mundo afora, como se fosse uma Penélope Cruz da vida real.

O atendente do necrotério chama seus 2 melhores amigos para darem uma olhada no cadáver da atriz.

Eles se anima, fazem obviamente umas selfies com a mulher morta, até que um deles começa a pegar no peito dela, passar a mão nela e adivinha, faz sexo com o cadáver, para o horror de um e a incredulidade do outro.

Claro que a partir daí as coisas começam a esquentar ou piorar ou dar errado e o medo e a nóia aparecem.

O Cadáver de Anna Fritz é terror, é suspense e é um filme bem tenso e bem filmado.

O filme se passa todo no necrotério, com uma boa fotografia bem fria, bem verde, como deve ser dentro desses lugares anódinos, o que dá mais ainda a impressão de crueza e frieza dos personagens e de como os 3 se comportam em frente a um cadáver.

O roteiro poderia ser um pouquinho mais consistente, mas para a média de filme espanhol recente, tá ótimo.

Só que para a média de filmes com premissas mais bizarras, que tenho visto ultimamente, deixa um pouco a desejar.

E por mais filmes necrófilos, por favor.

149/365 BELGICA

Belgica é um belo dum filminho do diretor Felix van Groeningen, o mesmo de Alabama Monroe.

O filme mostra os percalços enfrentados por 2 irmãos donos do bar Belgica, trabalhando toda a noite, virando, cheirando, trepando, bebendo, fumando, dançando, farreando e tudo mais que vem junto com o sucesso.

Uma das coisas boas do filme é a proximidade da câmera com os personagens frequentadores do Belgica, criando intimidade e levando o espectador para dentro das festas e das noitadas e das putarias que rolam no filme.

Mas o melhor de tudo é a trilha criada e executada pelo Soulwax, a banda dos irmãos magos belgas também conhecidos como 2 Many Djs.

Eles criaram uma música diferente para cada banda que toca no filme. E as bandas são formadas pelos músicos amigos dos irmãos Dewaele, inclusive o Iggor Cavalera, baterista de quase todas as faixas.

Belgica, que vi semana passada, me deixou muito nostálgico em relação ao Gourmet, um bar aqui de SP que fechou também semana passada depois de 27 anos aberto. O Gourmet foi com certeza o bar/balada que eu mais frequentei na vida e provavelmente o bar onde eu mais me diverti na vida, fiz grandes amigos, tomei alguns porres, me abriguei em alguns momentos difíceis e onde comemorei outros momentos bem felizes. Estava lá na noite de abertura, estive em quase todas as festas de aniversário no primeiro fim de semana de agosto de todos os últimos 27 anos.

As cenas de bastidores do bar Belgica no filme me lembraram muito do que vivi no Gourmet, primeiro como amigo das donas, depois como frequentador assíduo, uma parte como dj com festa semanal lá. Só sinto por ter me afastado de lá nos últimos 2 anos por atitudes bem bestas, mas as boas memórias ficam pra sempre e superam o bode final.

137/365 BRANQUINHA

Branquinha é o filme americano que mais deu o que falar ao estrear no Festival de Sundance em 2016.

O filme foi vendido como o novo Kids e na minha opinião, Branquinha é um pouco mais que isso.

O filme é muito bem escrito e muito bem dirigido por Elizabeth Wood e tem na atriz principal um grande trunfo.

Morgan Saylor se joga de cabeça no papel da jovem baladeira de NY, que está de férias do primeiro ano de faculdade e se muda de apartamento.

Na casa nova, se encanta pelo traficante da rua e a aproveitar o que pode, já que as drogas estão fáceis e a festa nunca termina.

A partir daí, o filme entra num turbilhão de balada, cocaína, sexo, maconha, crack, mais drogas, mais sexo explícito, até que o traficante namorado da Branquinha (do título) vai preso.

E ela faz tudo o que pode para tirá-lo da cadeia, o que quer dizer vender a cocaína dele pra levantar dinheiro, transar em troca de favor, ela é roubada, estuprada, apanha do traficante chefão e muito mais.

O filme é forte, pesadão e disse que não é o novo Kids, mas sim um próximo passo, já que o filme é escrito e dirigido por uma mulher e o foco é outra mulher e o périplo pelo inferno que ela passa por amor.

Ah, e tem na Netflix.

101/365 STRIKE A POSE

Se você estiver em um dia bom e puder levar um soco no estômago de tristeza, assista esse belo documentário Strike a Pose na Netfilx, sobre os dançarinos da Madonna na tour Blond Ambition de 1990 e do filme Truth Or Dare.

Primeiro porque é um lição sobre a cultura da sub celebridade (obrigado BBB’s da vida) e sobre como as pessoas lidam com a (pseudo) fama repentina e como essa fama os catapulta às alturas, sendo que quanto mais alto, maior o tombo.

Depois que a dupla de criadores e diretores do filme, Ester Gould e Reijer Zwaan, conseguiu nos conduzir de uma forma a acreditar em um final e eu me surpreendi com o que eu vi.

Strike a Pose começa com a história dos bailarinos sendo descobertos no underground, principalmente Jose e Luis que trouxeram o Vogueing pro pop. Os ensaios, a tour, o filme, a fama, as fotos, os autógrafos até que terminou.

Então o filme mostra a vida dos 7 dançarinos nos 25 anos que se passaram da tour (o filme foi feito em 2015) e mostra como eles sobreviveram com os poucos prós e os muitos contras (pelo menos essa foi a conclusão que eu cheguei) do fardo que foi terem participado de uma das grandes obras de arte da cultura pop.

E uma das grandes coisas do filme é o uso de trechos de Truth or Dare e de cenas e sequências da tour de 1990.

Sexo, drogas e dance music seria um nome bom pro documentário também.

Como eu não sou um super fã da Madonna, não sabia de várias coisas mostradas no documentário, como por exemplo um processo por causa do Truth or Dare.

Ver as conclusões a que esses caras chegaram depois de tantos anos é uma lição de vida pra um monte de gente por aí (pra mim mesmo, inclusive), mas concluindo tudo mesmo, a sabedoria vem com o tempo mesmo, não tem jeito.

Agora, prepare-se pro coração apertar.

Filmão.

100/365 1:54

Vamos falar de bullying.

Em tempos de 13 Reasons Why e violência ao vivo no BBB da globo, 1:54 deveria ser obrigatório pra molecada. Pra todo mundo, na verdade.

O filme conta a história de 2 adolescentes que sofrem bullying na escola por razão nenhuma, em princípio, só porque os valentões são valentões.

Os 2 adolescentes são nerds, são gays (mas ainda não sabem) e vivem grudados.

Até que um deles não aguenta a pressão e se mata.

Na frente do amigo, na sequência mais forte do filme.

O sobrevivente tira força de todo lugar que pode e planeja uma vingança linda contra os valentões.

Mas nada é tão fácil assim, principalmente em histórias de abuso, de violência, de bullying.

Aqui é porrada. Os que sofrem, continuam sofrendo apesar dos pesares. Os que cometem o bullying, continuam sendo do mal mesmo com o suicídio e tudo o mais que vai acontecendo.

Enquanto a séria da Netflix é cool, cheia de música dos anos 80, com fita K7, com um clima de mistério bem besta e com um elenco mal dirigido que não segura a onda, 1:54 tem um puta diretor, Yan England, que mostra a que veio, através de seus atores e da condução de um roteiro bem consistente.

Na minha opinião, 13 Reasons Why é um desserviço à questão do suicídio, glamurizando um tema que deveria ser tratado com todo o cuidado do mundo. A menina que se mata era cool, forte, com opinião e cria uma maneira de deixar um recado a quem fez mal a ela em vida, só que nunca muito punk. Eu sinceramente queria entender o hype todo.

1:54 filme só prova pra mim o quanto o Canadá é berço dos melhores filmes sobre molecada, seja saindo do armário e se descobrindo ou sofrendo violência como esse 1:54.

Infelizmente não é tão fácil de achar esse filme, mas assim que descobrir um canal de streaming ou algo parecido ou coloco aqui.

71/365 GIMME DANGER

Em 1997 Jim Jarmusch lançou Year of the Horse, um documentário sobre a turnê de 1996 de Neil Young and Crazy Horse, o que eu considero um dos melhores filmes sobre rock.

Eu duvidava que meu diretor americano preferido, o Jarmusch, fosse capaz de fazer outro documentário melhor que aquele até que eu assisti Gimme Danger, um filme sobre os Stooges.

Só digo que das quase 2 horas de filme, mais da metade é com o Iggy Pop contando as histórias da banda, desde o começo como uma banda que tocava um rock para teenagers até onde eu achava que conhecia, mas os detalhes que aparecem nesse filme me fizeram arrepiar várias vezes.

Uma história boa é que Iggy fala que vivia num trailer com seu pai e sua mãe, um trailer igual ao do filme Lua de Mel Frustrada da Lucile Ball, meu filme preferido dela. Ele diz que ama o filme por causa disso e eu agora amo ainda mais o filme por isso também.

Ele conta que tocava bateria na sala do trailer, que não cabia mais nada, e por isso seus pais trocaram de quarto com ele, colocando ele e a bateria no quarto maior e foram com a cama de casal para o quarto pequeno, mas conseguiram a sala de volta.

Outra história boa é sobre o nome original da banda. Quando eles assinaram com a gravadora Elektra o seu primeiro contrato, através do Danny Fields (sobre quem falei aqui de seu documentário Danny Says), eles resolveram mudar o nome de The Psychedelic Stooges para The Stooges. Só que os Stooges do nome vinham dos 3 Patetas (the 3 Stooges) e Iggy resolveu ligar para o Moe e pedir permissão para usar o nome. O que Moe responde pra ele é hilário, impossível nos dias de hoje mas que mostra que a ingenuidade ainda existia nos anos 70’s.

Isso só pra contar 2 historinhas que em princípio não têm a ver com música porque tudo o que a gente quer ouvir contarem está no filme: Warhol, MC5, Bowie, mais Bowie, maconha, LSD, Lou Reed, o namoro com a Nico e o clipe dela, heroína, os hotéis em L.A., Detroit, o punk, os Ramones, os vômitos que o público queria ver do Iggy nos shows, as expulsões das gravadoras por indecência, isso tudo e muito mais.

De novo: tudo o que a gente pensa que sabe sobre os Stooges, assistindo Gimme Danger descobrimos que as coisas eram sempre mais. Mais sexo, mais drogas, mais excessos, mais tudo. E muito mais rock and roll.

Agradeço imensamente a Deus Jim Jarmusch por mais um filme essencial, obrigatório, viciante e de chorar ajoelhado.

56/365 PASSAGEIROS

Que desperdício de dinheiro!

Que desperdício de esforço!

Passageiros é o tipo de filme que me deixa tão triste, mas tão triste. Não me conformo que ninguém percebeu em nenhum estágio de produção dessa porcaria que o filme seria tão ruim.

A história é interessante: numa nave animal de linda, um homem acorda de seu sono criogênico 90 anos antes do esperado. Esse cara, Chris Pratt, deveria dormir por 120 anos até chegar em um planeta novo para viver, o que é a moda em um futuro próximo. Só que ele acorda depois de apenas 30 anos de sono, por uma falha depois de uma chuva de meteoros no espaço.

Quando ele descobre que ele é o único acordado, que tudo está errado ele começa pirar mas aproveita a espaçonave como pode, com a ajuda do único robô por lá, um barman inglês meia boca, sem o humor que deveria ter, quer dizer, roteiro ruim mesmo. Aliás, o roteiro desse filme é quase nenhum, impressionante. Os diálogos são tão ruins que parece que o diretor pediu pra improvisarem em cima de nada e deixou rolar.

Um dia Pratt se encanta por uma mulher que está em seu sono e, claro, pirando, resolve acordá-la sem contar pra ela. É a Jennifer Lawrence. Gato, errou na mosca. Ela é uma escritora (tá!) que resolve ir pro novo planeta para escrever um livro (tá2!) e também pira por ter acordado 90 anos antes da data. A relação dela com ele cresce, eles se aprochegam até que ela descobre que na verdade ele a acordou pra não ficar sozinho. Uma das piores cenas do filme é a Jen subindo numa mesa durante uma refeição pra transar com Chris, jogando a comida no chão sem o menor sex apeal que deu até peninha dele.

O que era ruim, piora desmedidamente.

A única coisa interessante no filme é a direção de arte. A nave é fudida de linda e mais nada.

A química deles 2 é menos que inexistente, o que só comprova minha teoria que essa mina não serve pra muito no cinema e que ela é uma aposta tão errada dos estúdios que apesar da grana que ela fez nos Jogos Vorazes, vamos ter que aguentá-la por alguns bons anos, infelizmente.

Se você estiver em casa sarando de uma cirurgia viajando ainda por causa dos remédios pra dor, dá pra assistir esse filme, porque logo depois você nem vai se lembrar que viu.

Em estado consciente, não perca seu tempo. Repito, é perda de tempo total.

Erro.

19/365 MOONLIGHT

Eu tinha dito em outras resenhas sobre meus filmes americanos preferidos, Loving e Docinho da América, mas eu não tinha ainda visto Moonlight.

Tudo mudou.

Nenhum, repito, nenhum filme que vi ultimamente é tão bom quanto Moonlight, talvez apenas A Criada.

Que roteiro, que direção, que elenco, que trilha, que direção (de novo).

Moonlight conta a história de crescimento, descoberta e amadurecimento de Chiron, um menino negro que vive no subúrbio  bem punk de Miami e nas mãos de um diretor como Barry Jenkins, ainda em seu segundo filme, tem ares épicos.

O filme é foda.

Moonlight é mais um indie muito bem escrito e muitíssimo bem filmado.

Tenho uma teoria de que se o filme não tem muito dinheiro e tem um diretor em princípio esforçado, ele vai ensaiar, pensar nas cenas, decupar, repensar em tudo e então vai fazer da melhor forma possível. Barry Jenkins não é um diretor apenas esforçado, mas folgo em dizer que é provavelmente o diretor mais talentoso que vi nos últimos anos. Cada sequência do filme é extremamente bem pensada, cada cenas é bem ensaiada e coreografada e muito bem fotografada.

A câmera do filme é um personagem de Moonlight, sempre presente e um artifício muito importante pra contar a história bem de perto e a luz do filme é um absurdo de linda. Tudo isso graças ao brilhante James Laxton que aliás, se tivesse fotografado La La Land, o filme seria outra coisa, porque o que ele fez aqui em Moonlight é o que deveria ter sido feito com as luzes que tanto incomodam no musical.

Moonlight é sim um filme gay, com negro pobre, com traficante, com viciados em cracks e é o filme mais lindo, sutil e delicado possível. A beleza de Moonlight é uma contradição em termos: o sexo é lindo, o traficante fodão é o cara que ajuda o menino, a mãe carinhosa e protetora é uma junkie viciada em crack, o namoradinho de adolescência é o cara que quase acaba com a sua vida, quem cuida do menino é a mulher do vilão, tudo errado, tudo ao contrário e tudo do jeito que tem que ser, infelizmente, pra história toda fazer sentido.

Moonlight mostra Chiron em 3 fases, que são 3 fases do filme, como pré adolescente, adolescente e adulto. O filme mostra a vida do Moleque que piora quando deveria melhorar, se a vida fosse justa. Ou na verdade mostra a vida como ela é e como a gente se fode mas vive.

Detalhe 1: a mulher do traficante que é ótima é bem vivida pela Janelle Monae, que tá surpreendendo no segundo filme na semana. MAs quem rouba a cena como uma provável indicada a melhor coadjuvante no Oscar é a inglesa Naomie Harris, a mãe viciada em crack.

Detahes 2: uma parte linda do filme tem como trilha o meu (não), o seu, o nosso Caetano Veloso e sua versão de” Cucurrucucu Paloma” que já esteve em Fale Com Ela do Almodovar.

Moonlight ganhou o prêmio de Melhor Filme no Globo de Ouro e é um dos grandes concorrentes do Oscar esse ano (e meu favorito).

12/365 A CRIADA

A Criada, um dos meus filmes preferidos dos últimos anos, é a nova porrada na cara do diretor coreano Park Chan-wook que já nos brindou com a trilogia da vingança onde “Oldboy” é o principal desses 3.

Chan-wook adaptou o livro cuja história se passa na Inglaterra vitoriana para a Coréia dos anos 30 (quando ocupada pelo Japão e onde os velhos aristocratas tentavam de tudo para serem “mais japoneses”) para contar sua história de submissão, sexo e obviamente violência, mas não como já vimos em seus outros filmes.

A Criada conta a história onde um desses aristocratas cria sua sobrinha muito rica para que seja sua esposa e usa sua paixão por livros eróticos para educá-la. A criada do título chega na casa deles como parte de um plano de um conde truqueiro para fazer com que a sobrinha e herdeira se apaixone por ele e então ele a interna em um manicômio e fique com a herança dela.

Só que a criada não contava que se apaixonaria pela mulher e por isso tenta fazer com que o plano inicial mude.

O filme conta a história através de pontos de vista diferentes e, como não poderia ser diferente em um filme do coreano, as reviravoltas de roteiro são o máximo. Sexo, fetiche, violência, submissão, mais sexo, reviravoltas, A Criada é um filme obrigatório.

A Criada é o filme mais deslumbrante do ano: a direção de arte (onde temos figurinos, locações, maquiagem, cabelo, objetos) e a fotografia do filme são com certeza duas das personagens principais do filme. Muito da história, do sexo,  da sedução e até do terror do filme se devem ao que vemos nos enquadramentos precisos do fotógrafo de sempre de Chan-wook, o também coreano Chung Chung-hoon.

O diretor diz que tentou contar a história de amor entre a herdeira e a criada de uma forma que não parecesse um velho tarado filmando sexo porque senão ele seria o próprio tio da herdeira em cenas que ele recebe dinheiro de outros aristocratas que vão ver e ouvir a sobrinha ler os contos eróticos numa sala de leitura deslumbrante da mansão.

O roteiro do filme me deixou muito impressionado com as reviravoltas e com as nuances de personalidade das personagens principais e a forma como o diretor usa no filme é primorosa. A edição do filme é precisa dando um ritmo peculiar para cada ponto de vista que a história é contada.

Coisas de um diretor em talvez seu auge criativo, o que eu achava sinceramente que teria sido o velho e bom Oldboy.

A Criada entra hoje em cartaz nos cinemas e assistir todo esse deslumbramento em tela grande é um prazer. Recomendo imensamente.

Um detalhe: a cena mais animal do filme na minha opinião, é uma cena que a criada, ao dar banho na herdeira, tem que “lixar” um de seus dentes que está trincado e a machucando. E eu acabei de ler que foi a parte do livro que fez com que Chan-wook tivesse vontade de adaptar para o cinema.

Detalhe 2: o filme tem uma subjetiva absurda em uma cena de sexo que até agora estou aplaudindo de pé o diretor.

Vem: saiu o primeiro trailer de Twin Peaks. Afinal, alguém matou Laura Palmer?

No período Jurássico, antes das internets da vida, a melhor série de tv de todos os tempos na minha humilde opinião passava aos domingos a noite na Globo depois dos gols da semana, que eram fora do Fantástico.
“Twin Peaks” criada e dirigida por David Lynch, fudeu com a cabeça de muita gente contando a história da morte de uma menina fofa e educada numa cidadezinha no meio do nada dos EUA.
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Só que a história tem agente federal, surrealismo, muitas drogas, terror, horror, sexo bizarro, putas, viados e anões que falam ao contrário.
Isso tudo 25 anos atrás.
(Sim 9vinhos, existia vida inteligente antes de vcs nascerem).
Depois de tanto “diz que me disse”, depois do Lynch sair do projeto de remake, eis que liberam o primeiro teaser da nova temporada da série que estreia ano que vem graças ao canal americano Showtime.

E o melhor: olha esse vídeo feito de longe onde Laura Palmer, a fofa/puta morta, aparece vivinha da silva andando de mãos dadas com o Agente Cooper.
Estou preparando meu cérebro pra ele ser fudido gostoso de novo.
Afinal, alguém matou Laura Palmer?