134/365 THE DEVIL’S CANDY

Puta filme desgraçado.

Um artista plástico metaleiro meio falido, sua mulher e sua filha metalerinha, se mudam pra uma casa que eles compram numa oportunidade única e barata. Detalhe: na casa morreu um casal que lá vivia, ninguém comprava, encalhou e por isso a oportunidade.

Até aí tudo bem. Eles se mudam, o ateliê do cara melhora, a mulher se fode mais pra trabalhar longe, a filha muda de escola e também se fode. Mas o metaleiro se anima com a mudança e começa a produzir muito. Só que ele não entende como pinta, porque entra em uns transes, ouve uns sussurros e medo pra caralho.

Casa assombrada, lembra?

Possessão de leve.

Ah, tem ainda o Pruitt Taylor Vince, sabe?

Não? Olha a foto dele pra lembrar.

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Então, acho que finalmente escreveram uma personagem pra ele e seu phisique du role tão peculiar.

Ele é o filho do casal que morreu na casa e quer voltar pro seu lar e continuar matar crianças que são… tentem adivinhar… os docinhos do demônio do título do filme.

Voltando lá: que filme desgraçado. Me caguei bem. E que trilha, minha gente, que peso, que gritaria, que trilha!

Moral da história: não ouça heavy metal porque é a música do demo e se ouvir muito e chamar, ele vem.

Outra moral da história: se for metal head e não tiver jeito, pelo menos tenha uma bela guitarra em casa, fica a dica.

Adjani possuída num túnel: obrigado Zulawski.

Isabelle Adjani é a minha atriz preferida da vida.

Ela já foi as mulheres mais loucas possíveis no cinema: Camile Claudel, a filha do Victor Hugo, A Rainha Margot e a vampira de Possessão.

andrzej zulawski & isabelle adjani on the set of possession (1981)
andrzej zulawski & isabelle adjani on the set of possession (1981)

E é nesse filme de 1981, “Possessão”, dirigido pelo mestre polonês falecido hoje Andrzej Zulawski que Isabelle faz uma das melhores cenas da história do cinema, possessa, num túnel de uma estação de metrô.

Todo mundo se lembra da cena de estupro da outra deusa Monica Bellucci num túnel em “Irreversível”, mas essa da Adjani é a melhor de todas, eu acho.

(obrigado Zulawski, d.e.p.)