Cannes 2017 – Primeiro tapete vermelho

Hoje começou o Festival de Cannes 2017 e depois da estreia para a imprensa do documentário dirigido pela atriz inglesa Vanessa Redgrave sobre os refugiados na Europa, a noite lá teve o primeiro tapete vermelho com a estreia hour concours do filme Ismael’s Ghosts de um dos meus preferidos Arnaud Desplechin, com o elenco dos sonhos, Marion Cotillard, Charlote Gainsbourg e Louis Garrel.

Agora as lindas:

E mais cedo ainda teve pela cidade as deusas Marion Cotillard e Monica Bellucci.

67/365 FLORENCE: QUEM É ESSA MULHER?

Florence: quem é essa mulher? é antes de mais nada o filme que proporcionou a vigésima indicação ao Oscar de Meryl Streep. Das 20, 4 foram para papéis coadjuvantes e 16 para papéis principais, sendo que ela ganhou o prêmio 3 vezes, a primeira como coadjuvante em Krames vs Krames, que eu amo, depois como atriz principal em A Escolha de Sofia e depois como Margaret Tatcher em A Dama de Ferro, em 2012.

Florence: quem é essa mulher? não é um grande filme, mas é um bom filme. Bom o suficiente para conseguir que Meryl fosse indicada pra um monte de prêmios, apesar de não ter ganho nada.

Dirigido pelo meu preferido inglês Stephen Frears, o filme conta a história real de uma excêntrica inglesa, rica e sifilítica, que se considera uma grande cantora lírica. E grava, faz shows, aparece como pode a coitada.

É uma versão real da roupa nova do imperador, lembra da história que o rei aparece nu e ninguém fala nada? Pois é.

Como disse, o filme é divertido, interessante até sabendo que é baseado em fatos verídicos e Meryl está ótima, o que é sempre acima da média geral.

Ver um filme com Meryl é como ver os filmes do Woody Allen, um filme ruim dele é (quase) sempre melhor que a média geral, então acaba valendo a pena.

Meryl pra mim é a prova de que o ato de atuar, representar, é muito mais feminino que masculino.

Ter uma Meryl, uma Fernanda Montenegro, uma Marilia Pera, uma Katharine Hepburn é ter perfeição, são atrizes que fazem tudo e mais um pouco. E elas são muitas, citei só 4 das unanimidades, mas poderia falar da Julianne Moore, da Viola Davis por exemplo, mais novas e também uns furacões.

Já homens, atores, quem são os unânimes, os perfeitos, os que fazem tudo muito bem? Poucos ou quase nenhum.

Por essas e outras que esse filminho lindinho inglês diverte e agrada muito apesar de não ser nenhuma obra prima e que vai ficar para a posteridade como mais um belo de um trabalho da Meryl.

As estrelas de Cannes 2016.

O quase romance de “Carol” e o show de Cate e Rooney.

Todo mundo falando horrores de bem de “Carol” e eu quase concordo.

No filme, as maravilhosas Cate Blanchett e Rooney Mara vivem um romance numa NY nos ainda conservadores anos 1950’s.

Cate é uma mulher rica, com uma filha de seus 8 anos de idade e um marido que a ama e sabe de suas preferências sexuais e mesmo assim insiste para que fiquem juntos até que não aguenta mais o que vê e entra com uma briga feia pelo divórcio.

Rooney trabalha em uma loja de departamentos e se encanta com a mulher linda e rica que vai comprar um presente de Natal para sua filha e a convida para almoçar.

O ritmo do filme é lindo, mais devagar que o normal, meio japonês até.

A luz do filme é deslumbrante. Parece que quase todo o dinheiro foi gasto em direção de arte, figurino e principalmente com a luz que com certeza leva pelo menos uma indicação ao Oscar ao ótimo Edward Lachman.

Rooney Mara levou o prêmio de melhor atriz em Cannes e com certeza vai ser indicada pra um monte de mais prêmios nos EUA, assim como Cate que mais uma vez dá uma aula de boa atuação.

A química das duas atrizes é impressionante. A menina quase inocente de Rooney é o contraponto ideal à mulher madura e (quase) bem resolvida de Blanchett, que, claro, tem mais problemas do que a gente percebe logo de cara.

Climas e mais climas são criados entre as 2.

Histórias começam e terminam.

Rooney como fotógrafa amadora enxerga tudo por um ângulo novo enquanto Cate sabe quando quer ou não ser fotografada, o que acaba servindo como a metáfora óbvio e precisa da “Carol”.

Baseado em um romance de Patricia Highsmith, o filme é quase lindo, quase romântico, quase um monte de coisas e por isso mesmo magistral graças ao diretor Todd Haynes, o cara que só dirigiu “Velvet Goldmine”, “Far From Heaven” (onde a Julianne Moore fazia uma lésbica no  armário nos anos 50) e o fudido  “I’not There” onde trabalhou pela primeira vez com Cate Blanchett como a única mulher a ser Bob Dylan nessa obra de arte.

Haynes talvez seja o diretor mais sexual do cinema americano e por isso mesmo quase underground, bem indie mas que só faz filme bom. “Carol” demorou 14 anos pra sair do papel e ganhar as telas e só espero que todos os louros que o filme vem recebendo sejam revertidos em mais e mais filmes desse cara que é um dos meus ídolos.

Mais um Oscar pra Julianne Moore.

Billy Eichner é um ator americano que tem um programa muito bom na Tru Tv que se chama “Billy On The Street”.

Ele é bem animadão, doidão e nesse programa ele chama uns atores e leva pra rua em NY.

Um dia ele levou há penas Chris Pratt pra rua, bem na época de “Guardiões da Galáxia” quando o cara bombava na mídia e dava 1 dólar pra quem o reconhecesse. Adivinha!

Outra vez ele fez uma brincadeira com a Tina Fey, “Latina Fey”: ele tinha que em 1 minuto falar o nome de 20 atores latinos pra ganhar um prêmio e ela não conseguiu.

Um dos melhores episódios pra mim foi quando ele oferecia 1 dólar pras pessoas que topavam fazer sexo com Paul Rudd. Genial.

Mas essa semana Billy se superou.

Ele levou Julianne Moore, a mais fodona das fodonas pra rua  e pediu pras pessoas que dessem uma gorjeta pra ela interpertar frases de suas personagens em “Magnolia”, “The Kids are Alright” e “O Grande Lebowski”.

E a cereja do bolo foi fazer Julianne chorar quando ele quis.

Como disse ali no texto, só por esse quadro ele merecia mais um Oscar.

Palpites pro Globo de Ouro de hoje a noite.

Sou bem ruim quando o assunto é palpite pra premiações americanas de cinema e tv.

Mas vou arriscar numa lista para os candidatos de cinema aos Globos de Ouro que serão entregues hoje a noite mais uma vez apresentados pelas fofas Amy Poehler e Tina Fey.

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Melhor filme de drama
“Boyhood – Da Infância à Juventude”
“Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo”
“O Jogo da Imitação”
“Selma”
“A Teoria de Tudo”

Espero que “Boyhood” ganhe apenas por ser um dos filmes mais importantes de todos os tempos. Só.

Melhor filme de comédia ou musical
“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”
“O Grande Hotel Budapeste”
“Caminhos da Floresta”
“Pride”
“Um Santo Vizinho”

Espero que “Birdman” ganhe por ser um dos filmes mais bem filmados e mais bem dirigidos dos últimos tempos. E se por acaso “Pride” ganhe eu também vou ficar feliz só por ter sido o filme gay mais legal de todos.

Melhor diretor
Alejandro González Iñárritu (“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”)
Ava DuVernay (“Selma”)
David Fincher (“Garota Exemplar“)
Richard Linklater (“Boyhood – Da Infância à Juventude”)

Espero que ganhe só porque ele filmou “Boyhood” em 12 anos. Só.

Melhor atriz em drama
Jennifer Aniston, “Cake”
Felicity Jones, “A Teoria de Tudo”
Julianne Moore, “Still Alice”
Rosamund Pike, “Garota Exemplar”
Reese Witherspoon, “Livre”

Não vi o filme da Jennifer e disseram que ela tá demais, mas a Julianne merece e muito.

Melhor atriz de comédia e musical
Amy Adams (“Grandes Olhos”)
Emily Blunt (“Caminhos da Floresta”)
Helen Mirren (“A 100 Passos de Um Sonho”)
Julianne Moore (“Mapa para as Estrelas”)
Quevenshane Wallis (“Annie”)

O pior é que a Julianne também tá bem demais nesse filme. Só não entendo muito esse filme como comédia.

Melhor ator de drama
Steve Carell (“Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo”)
Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”)
Jake Gyllenhaal (“O Abutre”)
David Oyelowo (“Selma”)
Eddie Redmayne (“A Teoria de Tudo”)

Categoria mais difícil de todas. Os 5 atores estão sensacionais, mas o Eddie como Stephen Hawking é o papel a ser lembrado por muitos e muitos anos.

Melhor ator de comédia ou musical
Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”)
Michael Keaton (“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
Bill Murray (“Um Santo Vizinho”)
Joaquin Phoenix (“Vício Inerente”)
Christoph Waltz (“Grandes Olhos”)

Sou time Joaquin Phoenix e Michael Keaton em “Birdman” é o cara que quando espirra a gente acredita que ele esteja gripado mas Bill Murray tem seu melhor papel em “St Vincent”, um monstro!

Melhor atriz coadjuvante
Patricia Arquette, “Boyhood – Da Infância à Juventude”
Keira Knightley, “O Jogo da Imitação”
Emma Stone, “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”
Meryl Streep, “Caminhos da Floresta”
Jessica Chastain, “A Most Violent Year”

Categoria dificílima, mas a Patricia dá show. Tem uma cena dela em particular do filme, a hora que o filho vai pra faculdade, que eu choro só de lembrar.

Melhor ator coadjuvante
Robert Duvall (“O Juiz“)
Ethan Hawke (“Boyhood – Da Infância à Juventude”)
Edward Norton (“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
Mark Ruffalo (“Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo”)
J.K. Simmons (“Whiplash: Em Busca da Perfeição”)

Difícil aqui também, mas Simmons está perfeito num dos melhores filmes do ano, esse “Whiplash”.

Melhor animação
“Operação Big Hero”
“Festa no Céu”
“Os Boxtrolls”
“Como Treinar o seu Dragão 2”
“Uma Aventura Lego”

O robô fofo e bobo de “Operação Big Hero” me fazia rir só ao aparecer em cena. Filme lindaço.

Melhor roteiro
Wes Anderson, “O Grande Hotel Budapeste”
Gillian Flynn, “Garota Exemplar”
Alejandro González Inarritu, Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo, “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”
Richard Linklater, “Boyhood – Da Infância à Juventude”
Graham Moore, “O Jogo da Imitação”

“Birdman” na cabeça, apesar de achar que St Vincent é mais redondo e o melhor roteiro do ano ser do francês “Acima das Nuvens”.

Melhor Filme Estrangeiro
“Força Maior” (Suécia)
“Gett: The Trial of Viviane Amsalem” (Israel)
“Ida” (Polônia)
“Leviatã” (Rússia)
“Tangerines” (Estônia)

Meu voto vai pra “Ida”, um dos top 10 de 2014.

Melhor canção
“Big Eyes” – “Grandes Olhos” (Lana Del Rey)
“Glory” – “Selma” (John Legend, Common)
“Mercy Is” – “Noé” (Patty Smith, Lenny Kaye)
“Opportunity” – “Annie”
“Yellow Flicker Beat” – “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” (Lorde)

Se a Patti Smith ganhar e for receber o prêmio eu acho que eu desmaio.

Melhor trilha sonora
“O Jogo da Imitação” – Alexandre Desplat
“A Teoria de Tudo” – Jóhann Jóhannsson
“Garota Exemplar” – Trent Reznor, Atticus Ross
“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” – Antonio Sanchez
“Interestelar” – Hans Zimmer

A trilha de “Interestelar” é de uma lindeza absurda. Delicada e forte ao mesmo tempo. E o melhor, funciona também sem o filme.

O novo “Carrie” já chega chegando.

O tão aguardado remake de “Carrie, A Estranha” estreia semana que vem nos EUA.
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Nele, a fodona Julianne Moore é a mãe da menina com poderes que agora é interpretada pela também fodona Chloe Grace Moretz.

Tô só querendo ver pra achar a mala da Sissy Spacek escondida tentando aparecer no filme.
Bom, além do trailer ser bem legal com a Julianne detonando, fizeram uma ação animal do filme numa cafeteria americana, tipo pegadinha do mal, das que a gente gosta.
Ah, que falta faz um terror do Stephen King nos dias de hoje.
Bem vinda de volta, Carrie.
Clica aí pra ver:

“Gravidade” de Alfonso Cuarón tá quase.

Finalmente.
“Gravidade”, o novo filme de Alfonso Cuarón tá chegando.
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Depois de lançarem um poster essa semana, agora aparece o primeiro trailer do filme.
Alfonso Cuarón é o diretor de um dos maiores filmes de ficção científica de todos os tempos, um dos meus top 1o, “Filhos da Esperança”, aquele filme que num futuro próximo a humanidade não pode mais ter filhos e uma menina engravida e é protegida pelo Clive Owen e pela Julianne Moore.
É o filme que tem um dos melhores plano-sequência de todos os tempos.
Super recomendo.
Esse novo “Gravidade” é um filme estrelado por George Clooney (???) e Sandra Bullock (???) como 2 astronautas que por causa de uma chuva de meteoros ficam vagando pelo espaço.
Promete (apesar do casal de protagonistas).
Parece que estreia por aqui em novembro em 3D e 2D.

Dia de los muertos: atores em seus primeiros papéis em filmes trash.

Edição ótima feita pelo povo da flavorpill.

Segue a lista dos atores e dos filmes:

Julia Louis-Dreyfuss
Troll

George Clooney
Return to horror high
1987

Brad Pitt
Cutting Class
1989

Steve McQueen
The Blob
1958

Jennifer Connely
Phenomena
1985

Jennifer Aniston
Leprechaun
1993

Julianne Moore
Tales From The Darkside
1990

Isla Fisher
James McAvoy
The Pool
2001

Keyra Knightley
The Hole
2001

Naomi Watts
Children of the Corn
1998

Sharon Stone
Deadly Blessing
1981

Johnny Depp
A Hora do Pesadelo
1984

Patricia Arquette
Laurence Fishburne
A Hora do Pesadelo 3
1987

Evangeline Lilly
Freddy vs Jason
2003

Kevin Bacon
Sexta Feira 13
1980

Jamie Lee Curtis
Halloween
1978

Dana Carvey
Halloween 2
1981

Paul Rudd
Halloween
1996

Michelle Williams
Joseph Gordon-Levitt
Halloween H20
1998

Ted Danson
Creepshow
1982

Holly Hunters
Jason Alexander

The Burning
1981

Viggo Mortensen
Leatherface
1990

Matthew McConaughey
Renee Zellweger
Texas Chainsaw Massacre
1994

Jessica Alba
Idle Hands
1999

Leonardo DiCaprio
Critters 3
1991

Angela Bassett
Critters 4
1992

Eric Dane
Feast
2005

Patrick Dempsey
The Stuff
1985

Jack Black
I Still Know What You Did Last Summer
1998

Bill Maher
House II
1987

Tom Hanks
He Knows You’re Alone
1980

Jack Nicholson
The Terror
1963