134/365 THE DEVIL’S CANDY

Puta filme desgraçado.

Um artista plástico metaleiro meio falido, sua mulher e sua filha metalerinha, se mudam pra uma casa que eles compram numa oportunidade única e barata. Detalhe: na casa morreu um casal que lá vivia, ninguém comprava, encalhou e por isso a oportunidade.

Até aí tudo bem. Eles se mudam, o ateliê do cara melhora, a mulher se fode mais pra trabalhar longe, a filha muda de escola e também se fode. Mas o metaleiro se anima com a mudança e começa a produzir muito. Só que ele não entende como pinta, porque entra em uns transes, ouve uns sussurros e medo pra caralho.

Casa assombrada, lembra?

Possessão de leve.

Ah, tem ainda o Pruitt Taylor Vince, sabe?

Não? Olha a foto dele pra lembrar.

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Então, acho que finalmente escreveram uma personagem pra ele e seu phisique du role tão peculiar.

Ele é o filho do casal que morreu na casa e quer voltar pro seu lar e continuar matar crianças que são… tentem adivinhar… os docinhos do demônio do título do filme.

Voltando lá: que filme desgraçado. Me caguei bem. E que trilha, minha gente, que peso, que gritaria, que trilha!

Moral da história: não ouça heavy metal porque é a música do demo e se ouvir muito e chamar, ele vem.

Outra moral da história: se for metal head e não tiver jeito, pelo menos tenha uma bela guitarra em casa, fica a dica.

Iggy Pop no cinema muito bem acompanhado.

Aproveitando que Deus Iggy Pop está entre nós pra shows esse final de semana, aqui vai o trailer de o que promete ser uma puta experiência doida.
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“Gutterdammerung” é um filme que deverá ser exibido como um show de rock, com uma banda tocando a trilha ao vivo numa experiência imersiva, ao que tudo indica.
Dirigido pelo fotógrafo sueco Bjorn Tagemose, a parada conta a história de uma briga entre o céu e o inferno depois que Deus rouba a maior arma de poder do Diabo na Terra: a guitarra.
Sem rock o mundo fica sem sexo e sem drogas e daí fudeu a parada toda.
Olha o elenco que acompanha Iggy: Grace Jones como uma Deusa africana dos infernos, Henry Rollins, Lemmy, Josh Homme, Mark Lanegan, Nina Hagen, Jesse Hughes ( do Eagles of Death Metal), Tom Araya do Slayer e os franceses do Justice.

O Kiss e o Sidney Magal.

Diz a lenda que no início dos anos 70, os “Secos e Molhados” foram ao México fazer uns shows e na platéia estava o executivo de uma gravadora que criou o Kiss e que do show dos brasileiros tirou a ideia de pintar o rosto dos caras.

Uns 40 anos depois eu acho mais um link entre a banda americana e um artista brasileiro.

Paul Stanley, guitarrista e vocalista do Kiss, fez um comercial para o café Folgers.

E na minha modesta opinião me lembrou muito… Sidney Magal!

paul stanley kiss sidney magal

Desculpem-me os fãs, mas tá igualzinho.