Neil Gaiman + Nicole + Cameron Mitchell + Elle = filme do ano.

How to Talk To Girls At Parties é um conto bem bom do Neil Gaiman onde uns aliens caem na Inglaterra nos anos 70 e viram punks. Ou mais ou menos isso.

John Cameron Mitchell, o gênio que criou Hedwig adaptou o conto e ontem lançou o filme em Cannes.

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As críticas estão sendo ótimas e até o meio do ano devemos ter o filme pra ver.

O elenco é animal: Nicole Kidman, Elle Fanning, Alex Sharp, Ruth Wilson, Matt Lucas, Joanna Scanlan, Elarica Gallacher.

E a trilha é dos meus preferidos Matmos.

Cannes 2017 – Primeiro tapete vermelho

Hoje começou o Festival de Cannes 2017 e depois da estreia para a imprensa do documentário dirigido pela atriz inglesa Vanessa Redgrave sobre os refugiados na Europa, a noite lá teve o primeiro tapete vermelho com a estreia hour concours do filme Ismael’s Ghosts de um dos meus preferidos Arnaud Desplechin, com o elenco dos sonhos, Marion Cotillard, Charlote Gainsbourg e Louis Garrel.

Agora as lindas:

E mais cedo ainda teve pela cidade as deusas Marion Cotillard e Monica Bellucci.

60/365 MEU NOME É RAY

Até agora eu não sei o quanto gostei ou não desse filme.

Meu Nome é Ray conta a história de uma adolescente, Ramona, que agora é Ray. Ela mora com a mãe solteira e com a avó lésbica, casada, numa casa em NY que um dia foi um club de jazz décadas atrás.

Ray, vivido pela ótima Elle Fanning, está na fase que resolve tomar os hormônios para sua mudança, só que precisa da autorização de seus pais.

E apesar de ter uma família não tão convencional, num momento desses vê-se o quanto na verdade as pessoas não são o que aparentam.

Sua mãe, a sofrida Naomi Watts (que eu não tenho certeza se é boa atriz ou se é sempre sofrida) que antes era a favor dos hormônios, agora tem dúvidas se autoriza ou não.

A avó (Susan Sarandon), toda malucona e modernona, é contra, principalmente por não entender porque a neta só não é lésbica, porque ela tem que ser um homem, se ela gosta de mulher.

Dilemas da vida moderna contados de uma forma bem boa pela diretora Gaby Delal, num roteiro que apesar de não ser dos melhores da vida, é bem bonitinho e funciona pra um filme que poderia ser um drama engajado e politizado mas não é.

E isso que me deixou na dúvida: será que um filme com um puta potencial pra ser um libelo de gênero nos dias de hoje e sendo “apenas” um drama com esse tema não é um desperdício?

O problema do filme pra mim é que é muito sessão da tarde, filme pra família.

Por um lado é bom, porque leva pra dentro das casas uma questão bem relevante e importante hoje em dia.

O drama da menina que é menino é bom; com a mãe, com a avó, com os amigos da escola que não entendem quem ele é direito e com o que mais vai acontecendo durante o filme são importantes e tratados da melhor forma possível, quase didático.

Mas de novo, a oportunidade perdida me incomoda.

49/365 MULHERES DO SÉCULO 20

Dessa leva de filmes bons indicados aos principais prêmios americanos, Mulheres do Século 20 talvez seja a grande surpresa.

O filme é pequenininho, indie e com um dos melhores elencos da temporada capitaneado pela diva das divas Anette Bening, que não por menos está indicada ao Oscar (aliás, eu sempre torço por ela e esse ano não vai ser diferente).

O filme conta a história de uma viúva meio que falida em 1979, que mora numa cidadezinha da California com seu filho de 15 anos em uma casa bem deteriorada, assim como sua vida.

Por isso ela aluga um quarto para a fotógrafa punk Greta Gerwig e outro para o faz tudo Billy Crudup que em troca do aluguel reforma a casa.

O filho vive uma adolescência bem boa em meio à essas pessoas interessantes em sua casa e tem uma vizinha um pouco mais velha, vivida pela cada vez melhor Elle Faning, que vai toda noite às escondidas dormir com ele e aproveita para falar com o menino sobre sexo. E sim, eles só dormem juntos mesmo, como ela faz questão de deixar claro.

A mãe Anette é uma mulher que parece ter sido hippie anos antes, tal sua filosofia de conduzir a vida e como lida com os outros a seu redor.

Ela tenta aprender sobre os punks que estão aparecendo, tenta ensinar a seu filho sobre como lidar com as mulheres de uma forma feminista e educada, acha que seu carro velho estava ótimo até que ele pega fogo do nada, a típica hippie tudo vai bem em tempos de revolução de costumes bem relevante, como hoje já sabemos.

A personagem do menino de 15 anos em meio a tantas mulheres fortes é o ponto catalisador do filme: e mãe quer dar a ele a melhor educação e liberdade possível, a punk quer mostrar pra ele o que é música nova boa, a amiga quer ensinar sobre sexo, o homem que tenta ser o seu modelo masculino. E ele se sai como pode, crescendo, aprendendo e mostrando sua própria personalidade.

Dirigido por Mike Mills, eu comparo Mulheres do Século 20 a outro indie maravilhoso da temporada, Moonlight: ambos demoraram mais de 6 anos para sair do papel e por isso as concessões não existem.

Edição precisa, cortes atemporais, direção de ator que é uma aula, personagens muito bem construídos, tudo que um filme bom tem e mais ainda.

Em uma das cenas mais legais do filme, a personagem punkzinha precisa ir ao médico e o menino a acompanha por apoio moral. Ela em agradecimento grava para ele uma mixtape (de verdade, em fita cassete) com músicas que como ela mesma diz “se eu tivesse ouvido isso quando era adolescente, talvez tivesse sido uma pessoa melhor”. Quando ele coloca a fita pra tocar, a primeira música que rola é Cheree do Suicide. Quase chorei.

Só pra terminar, a trilha do filme é um absurdo. Além deles usarem muita camiseta de banda da época, toca de Talking Heads a Black Flag, coroando com um Bowie num clube punk que nesse momento eu sim , chorei.

Imperdível.

Vem ver o Hollywood Portfolio da Vanity Fair.

A minha revista (talvez a única) mais aguardada do ano, a Vanity Fair Hollywood Portfolio, que eles sempre lançam antes do Oscar, acabou de sair com fotos da Annie Leibovitz.

As mais importantes atrizes da temporada, as mais premiadas e as apostas para os próximos anos.

Consegui a capa e as fotos de cada uma das atrizes que estão nela.

Lindeza define.

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AJA NAOMI KING
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DAKOTA FANNING
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ELLE FANNING
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EMMA STONE
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AMY ADAMS
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JANELLE MONAE
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LUPITA N’YONGO
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NATALIE PORTMAN
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RUTH NEGGA

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As estrelas de Cannes 2016.

“Ginger and Rosa” um dos filmes de 2013?

Ellen Fanning cresceu.
elle fanning
A irmã da Dakota tá linda e bem boa no trailer desse “Ginger and Rosa”, dirigido por Sally Potter.
E olha o elenco: o subestimado Alessandro Nivola, a musa Christina Hendricks, Annette Bening, Timothy Spall e Oliver Platt.