137/365 BRANQUINHA

Branquinha é o filme americano que mais deu o que falar ao estrear no Festival de Sundance em 2016.

O filme foi vendido como o novo Kids e na minha opinião, Branquinha é um pouco mais que isso.

O filme é muito bem escrito e muito bem dirigido por Elizabeth Wood e tem na atriz principal um grande trunfo.

Morgan Saylor se joga de cabeça no papel da jovem baladeira de NY, que está de férias do primeiro ano de faculdade e se muda de apartamento.

Na casa nova, se encanta pelo traficante da rua e a aproveitar o que pode, já que as drogas estão fáceis e a festa nunca termina.

A partir daí, o filme entra num turbilhão de balada, cocaína, sexo, maconha, crack, mais drogas, mais sexo explícito, até que o traficante namorado da Branquinha (do título) vai preso.

E ela faz tudo o que pode para tirá-lo da cadeia, o que quer dizer vender a cocaína dele pra levantar dinheiro, transar em troca de favor, ela é roubada, estuprada, apanha do traficante chefão e muito mais.

O filme é forte, pesadão e disse que não é o novo Kids, mas sim um próximo passo, já que o filme é escrito e dirigido por uma mulher e o foco é outra mulher e o périplo pelo inferno que ela passa por amor.

Ah, e tem na Netflix.

101/365 STRIKE A POSE

Se você estiver em um dia bom e puder levar um soco no estômago de tristeza, assista esse belo documentário Strike a Pose na Netfilx, sobre os dançarinos da Madonna na tour Blond Ambition de 1990 e do filme Truth Or Dare.

Primeiro porque é um lição sobre a cultura da sub celebridade (obrigado BBB’s da vida) e sobre como as pessoas lidam com a (pseudo) fama repentina e como essa fama os catapulta às alturas, sendo que quanto mais alto, maior o tombo.

Depois que a dupla de criadores e diretores do filme, Ester Gould e Reijer Zwaan, conseguiu nos conduzir de uma forma a acreditar em um final e eu me surpreendi com o que eu vi.

Strike a Pose começa com a história dos bailarinos sendo descobertos no underground, principalmente Jose e Luis que trouxeram o Vogueing pro pop. Os ensaios, a tour, o filme, a fama, as fotos, os autógrafos até que terminou.

Então o filme mostra a vida dos 7 dançarinos nos 25 anos que se passaram da tour (o filme foi feito em 2015) e mostra como eles sobreviveram com os poucos prós e os muitos contras (pelo menos essa foi a conclusão que eu cheguei) do fardo que foi terem participado de uma das grandes obras de arte da cultura pop.

E uma das grandes coisas do filme é o uso de trechos de Truth or Dare e de cenas e sequências da tour de 1990.

Sexo, drogas e dance music seria um nome bom pro documentário também.

Como eu não sou um super fã da Madonna, não sabia de várias coisas mostradas no documentário, como por exemplo um processo por causa do Truth or Dare.

Ver as conclusões a que esses caras chegaram depois de tantos anos é uma lição de vida pra um monte de gente por aí (pra mim mesmo, inclusive), mas concluindo tudo mesmo, a sabedoria vem com o tempo mesmo, não tem jeito.

Agora, prepare-se pro coração apertar.

Filmão.

O elenco de T2 Trainspotting na tv ontem.

Parem as máquinas!

Ontem estreou na Inglaterra T2 Trainspotting.

E ontem foi ao ar o programa do Graham Norton com o diretor Danny Boyle e mais os 4 atores principais Ewan McGregor, Johnny Lee Miller, Ewen Bremner e Robert Carlyle.

Uma das revelações feitas por Boyle é que eles queriam ter uma música do Bowie no filme, mas como não tinham dinheiro pra comprar os direitos, homenagearam o camaleão com uma cena mostrando vários discos do cara na casa de um dos personagens.

Infelizmente a entrevista está sem legendas em português mas vale muito a pena.

“Sicário” ou Emily Blunt rainha, o resto princesinha.

Ou ainda: Denis Villeneuve é Deus.

“Sicário” é o filme americano a ser visto nesse fim de ano. Nele a melhor que nunca Emily Blunt é uma agente do FBI bem atormentada, bem “real” cheia de problemas, não uma super-heroína.

Ela é chamada para uma operação para acabar com o maior nome do cartel de drogas mexicano por agentes não do FBI mas que mandam em tudo e lá vai ela.

Benicio Del Toro, Josh Brolin e mais um bando de brutamontes levam Emily para os piores lugares da fronteira EUA/México onde ela vê brutalidade, enforcamentos, decaptações, pobreza, miséria.

Só que nem ela nem seu parceiro entendem porque eles 2 estão ali no meio daquilo tudo.

O diretor canadense Villeneuve cria mais uma vez um clima absurdamente tenso em seu novo filme e com a ajuda da melhor trilha sonora do ano composta pelo islandês Johann Johannsson me deixou por mais de 2 horas tentando respirar de uma forma razoável.

Villeneuve em seus outros filmes já se mostrou O cara pra dirigir atores, criar clima, levar o filme numa espiral descendente até que a gente, de novo, perca o fôlego. E com “Sicário” ele se superou.

A personagem de Blunt é a forma dele nos manipular: ela é durona e inteligente e comanda uma equipe fodona mas ao mesmo tempo ela é frágil, cansada, triste. Personagem com nuances e profundidade, algo quase impossível no cinema americano.

Blunt dá um show. Muito bem dirigida ela é incrível e nos faz acreditar em cada respiração e cada passada de mão no cabelo. Sem maquiagem, sem cabelo lindo, de jeans e camiseta e sutiã de vovó, a mulher não vai ganhar prêmios só se o povo for doido.

Aliás, também assisti “Meadowland” com ela, um drama indie onde ela e o marido “perdem” um filho de 10 anos de idade num posto de gasolina no início do filme e então tudo só fode. Ela  de novo, com um roteiro bom e uma diretora competente, rouba o filme.

“Sicário” podia se passar no subúrbio do Rio ou de São Paulo quase, mas é pior ainda do que a gente vê por aqui. Mas é um filme que nas mãos de um diretor menos competente viraria um “Tropa de Elite” de quinta.

Villeneuve, sim, é Deus.

E que venha o próximo “Blade Runner” dirigido por ele.

Vem: saiu o primeiro trailer de Twin Peaks. Afinal, alguém matou Laura Palmer?

No período Jurássico, antes das internets da vida, a melhor série de tv de todos os tempos na minha humilde opinião passava aos domingos a noite na Globo depois dos gols da semana, que eram fora do Fantástico.
“Twin Peaks” criada e dirigida por David Lynch, fudeu com a cabeça de muita gente contando a história da morte de uma menina fofa e educada numa cidadezinha no meio do nada dos EUA.
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Só que a história tem agente federal, surrealismo, muitas drogas, terror, horror, sexo bizarro, putas, viados e anões que falam ao contrário.
Isso tudo 25 anos atrás.
(Sim 9vinhos, existia vida inteligente antes de vcs nascerem).
Depois de tanto “diz que me disse”, depois do Lynch sair do projeto de remake, eis que liberam o primeiro teaser da nova temporada da série que estreia ano que vem graças ao canal americano Showtime.

E o melhor: olha esse vídeo feito de longe onde Laura Palmer, a fofa/puta morta, aparece vivinha da silva andando de mãos dadas com o Agente Cooper.
Estou preparando meu cérebro pra ele ser fudido gostoso de novo.
Afinal, alguém matou Laura Palmer?

Saiu o trailer de “Narcos”, a série da Netflix sobre Pablo Escobar.

Bahm!

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Eis que chega o trailer de “Narcos”, mais um série produzida pela Netflix, dirigida pela brasileiro José Padilha e estrelada por Wagner Moura fazendo o papel do criador do Cartel de Medellin, o colombiano Pablo Escobar.

Além deles a série ainda tem o americano Boyd Holbrook e Pedro Pascal, um dos nossos preferidos de “Game Of Thrones”.

Como tudo da Netflix, “Narcos” estreia dia 28 de agosto com todos os episódios no ar de uma vez.

Dica de fim de ano: assista “Mozart In The Jungle”.

Sim sim, a AmazonTV mandando ver bem demais esse ano.

mozart in the jungleDepois do drama trans “Transparent”, agora a comédia “Mozart In The Jungle” onde Gael Garcia Bernal é o novo “Gênio” maestro da Filarmônica de Nova Iorque.

No elenco ainda tem Malcolm McDowell como o antigo maestro que sofre em ser substituído por um jovem.

A chamada da série é “Sexo, Drogas e Música Clássica” e eles não deixam de nos entregar tudo isso.

Episódios curtos, rápidos, bem dirigidos e bem editados, a série tem uma vibe “moderna” rocknroll num mundo não tão conhecido nosso esse da música erudita.

Curta fantástico ganha Sundance.

E quando eu digo fantástico é porque é muito bom e também é bem doidão.
Um filme normal bizarrinho e artsy, do jeito que eu gosto.
Cuidado com quem você deixa fazer xixi na sua casa, ele pode te contar segredos sobre seu DNA e mudar sua…
Parabéns pro povo do “Chapel Perilous”.

“Álbum de Família” não é o que eu esperava mas é bom.

Eu esperava que fosse maravilhoso.
Mas nem é tanto.
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É uma boa peça de teatro, que no teatro deve ser melhor que boa, mas a adaptação ficou muito em cima das sequências teatrais e isso me incomoda.
MAs o filme tem algumas coisas ótimas.
A primeira delas: a fotografia é lindíssima e o diretor de fotografia é meu amigo Adriano Goldman, brasileiro que tá arrasando faz tempo no cinema.
Uma vez fiz um comercial de Kit Kat e o Adriano foi o DP. Numa primeira eunião, discutimos a cor do filme, que era num jardim, verão, eu queria uma coisa alaranjada, mas com muito flair, luz entrando pela lente da câmera, luz estourada e nós achamos uns filmes do Januz Kaminski. Hoje, se fosse fazer de novo o comercial do Kit Kat, usaria de novo o Adriano como fotógrafo só que dessa vez a referência seria o calor desse “Álbum de Família”.
Sam Shepard é o casado com Meryl Streep que tem câncer na boca em estado avançado.
Ele é encontrado morto, por aparente suicídio, o que faz com que suas filhas que moram longe, voltem pra casa para o funeral.
E assim começa o drama dessa história.
Meryl é uma mulher amarga, já sem cabelos, que sofre com a doença e usa isso como desculpa pelo seu vício em drogas, em bolas, em remédios, o que faz com que ela sempre perca as estribeiras.
Julia Roberts, sua filha mais velha, que fala mais “fuck” que um personagem de um filme do Scorcese (e diz a própria Julia que ela não fala palavrão na vida real, o que foi um esforço pra ela), é casada com Ewan McGregor e com ele tem uma filha de 14 anos que claro não gosta dos pais, fuma escondido inclusive maconha.
Sua outra filha é Juliette Lewis, perdida, com 30 e tantos anos, mais um namorado playboy que prometeu casar com ela e no fim dá em cima da adolescente.
E Meryl ainda tem outra filha, que vive com ela no meio do nada, sofrida, cagada e que namora o primo escondida, filha de sua irmã que também tem segredos que vêm à tona na hora certa. Ou errada.
Em 3 dias juntos, essa família faz mais estrago do quem uma vida toda longe uns dos outros.
Claro que Meryl como um doidona de bola dá um show e é bem provável que ganhe um monte de prêmios esse ano. Mas Julia surpreende. Tá madura, cheia de rugas, fodona, xingando e dá uma surra em Meryl pra ficar pra história.
Mas faltou um diretor bom ao filme.
Faltou decupagem, faltou ter cara de cinema.
E o povo faa que é comédia dramática. Gente, é drama, não tem nada de comédia.
A sequência do jantar dura uma eternidade.
Aliás as sequências em torno da mesa e de refeições duram eternidades.
Mas eu sou chato, né? Será?