Daft Punk sem capacete em Cannes.

Thomas Bangalter, um dos robôs do Daft Punk na verdade não é um robô!

Como assim?

Ele esteve ontem a noite na sessão oficial de abertura do Festival de Cannes, ao lado de sua esposa, a fodona Élodie Bouchez.

Ele é o cara meio careca, meio cabeludo, de óculos na foto, ao lado de Élodie.

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Bom, repensando o que escrevi antes, parece que Thomas é um robô sim. Enquanto as pessoas nesse vídeo, sua esposa e até Adrien Brody se movem, Bangalter fica duro que nem respira.

133/365 THE LURE

The Lure é uma voadora no peito, com os 2 pés e gritando.

É um filme polonês sobre 2 sereias que quando na terra, viram cantoras de uma banda numa boate malucona nos ano 80’s.

Imagine a pequena sereia num filme de terror, sendo que ela faz sexo, fica bêbada, canta e é meio do mal.

The Lure é um musical. Só que também é uma comédia. Mas principalmente é um filme de terror. Bem bizarro, bem punk, tudo misturado.

A história começa quando uns bêbados vão para a praia numa madrugada cantar e 2 sereias aparecem e cantam para eles perguntando se elas devem ir para terra firme.

Daí já vemos as fofas, peladas e com pernas, no camarim da boate malucona, amparadas pela vocalista da banda do que deve ter sido a new wave polonesa. Quando o dono da boate, sentindo um cheiro forte de peixe, finalmente chega no camarim e vê as duas meninas nuas, percebe que eles não possuem nem vagina e nem ânus, ao que explicam que elas são sereias e para ele ver, jogam água em suas pernas que logo viram de volta os rabos de peixe enormes.

Elas são lindas, uma ruiva e uma morena, naturalmente sedutoras, cantam bem, obviamente, como toda sereia e começam a fazer backing vocals, só que elas são boas demais e já viram as queridinhas do lugar, viram cantores e stripers.

Só que no meio disso as coisas não são tão fofas e bacanas assim.

Primeiro que ninguém fica surpreso por elas serem sereias, é uma vibe bem normal, como se estivessem acostumados com isso.

No fundo elas que precisam se acostumar com o povo normal, comprar roupas e sapatos, aprender a se portar e principalmente, resistir a tentação de não estraçalhar e comer as pessoas, o que é bem difícil pra elas.

Fofas, né?

Elas encontram outro ser aquático que vive entre os normais e teve um chifre arrancado por um homem e de raiva arrancou o outro, tendo 2 cicatrizes lindas na testa.

Encontram uma policial locona que numa investigação se joga pra uma das sereias.

E uma delas se apaixona pelo baixista da banda, só que é avisada que se ela fizer a cirurgia de redesignação de perna, numa das cenas mais lindas do filme, ela vai perder a voz e virar espuma de água.

Depois de muita música, algumas piadas bizarras, um terror lindo, The Lure é  um filme coming of age, de amadurecimento, onde as sereias representam numa metáfora descaradas duas adolescentes entrando na vida adulta, tomando a primeira vodka, fumando o primeiro cigarro, fazendo sexo, menstruando, sofrendo abuso de adultos, mudando o corpo, exalando cheiros específicos, se apaixonando pela primeira vez e tudo mais a que tem direito.

Filmaço do mais estranho, que me deixou bem impressionado e meio de queixo caído com a ousadia da diretora, e minha nova ídola, Agnieszka Smoczyńska.

P.S. – desde 2015 quando li sobre esse filme que tento ver de qualquer maneira. Finalmente consegui, com a dica valiosa de um querido, procurando o torrent pelo título original dele. Sou lento de vez em quando.

Graham Norton da semana: Diane Keaton, Jessica, Michael, Kevin e Gorillaz.

Graham Norton é o meu programa de entrevistas preferido já faz uns bons 10 anos.

Norton é um belo de um roteirista e comediante inglês, responsável por muitas das piadas boas de Absolutely Fabulous só pra citar outro show preferido.

Vou começar a postar aqui uns highlights de seu programa semanal, que vai ao ar toda sexta feira a noite na BBC e no sábado cedo já está no youtube.

Infelizmente nada novo tem legendado pra eu subir, mas o CC funciona bem.

Semana passada ele teve em seu sofá Jessica Chastain, que contou histórias de sua avó de 90 anos de idade no tinder, Michael Fassbender que fez uns passos de break dance e falou do novo Alien,

Kevin Bacon que falou que odeia não ser reconhecido,

e a grande Diane Keaton que contou coisas sobre as filmagens de O Poderoso Chefão,

além de beijar todos os outros convidados na boca. Todos.

Pra fechar com chave de ouro, teve Gorillaz ao vivo com o Noel Gallagher e Damon Albarn sendo perguntado quando eles 2 tinham ficado amigos. Foda.

Eu rio muito e fico arrepiado todo programa.

E o programa inteiro tá aqui:

O Homem Aranha faz a Rihanna no LSB.

Um dos melhores programas da tv americana nos últimos anos pra quem curte música e cultura pop é o Lip Sync Battle, apresentado por LL Cool J, onde a cada episódio 2 astros da tv, da música e do cinema competem dublando 2 músicas cada um.

Na primeira música é meio que um karaokê, os caras estão lá cantando, roupa normal, sem produção nenhuma.

Já na segunda música, eles vão com os 2 pés no peito.

Produção, figurino, maquiagem, coreografia e muitas vezes o próprio artista que eles dublam aparece no palco, como no primeiro episódio desse ano quando Beyonce apareceu ao final da dublagem do Magic Mike Channing Tatum  e foi foda.

Mas desta vez o astro do novo Homem Aranha, o inglês Tom Holland, me surpreendeu muito de Rihanna.

O filme estreia dia 7 de julho e o LSB é uma plataforma bem boa que o povo tem usado pra divulgação. Mas este episódio foi especialíssimo porque foi a contagem regressiva para o MTV Movie and TV Awards que começou logo na sequência e um clipe novo de Homem Aranha seria apresentado na premiação por Tom junto com outra atriz do filme e também participante do LSB, Zendaya.

Sério, olha isso.

101/365 STRIKE A POSE

Se você estiver em um dia bom e puder levar um soco no estômago de tristeza, assista esse belo documentário Strike a Pose na Netfilx, sobre os dançarinos da Madonna na tour Blond Ambition de 1990 e do filme Truth Or Dare.

Primeiro porque é um lição sobre a cultura da sub celebridade (obrigado BBB’s da vida) e sobre como as pessoas lidam com a (pseudo) fama repentina e como essa fama os catapulta às alturas, sendo que quanto mais alto, maior o tombo.

Depois que a dupla de criadores e diretores do filme, Ester Gould e Reijer Zwaan, conseguiu nos conduzir de uma forma a acreditar em um final e eu me surpreendi com o que eu vi.

Strike a Pose começa com a história dos bailarinos sendo descobertos no underground, principalmente Jose e Luis que trouxeram o Vogueing pro pop. Os ensaios, a tour, o filme, a fama, as fotos, os autógrafos até que terminou.

Então o filme mostra a vida dos 7 dançarinos nos 25 anos que se passaram da tour (o filme foi feito em 2015) e mostra como eles sobreviveram com os poucos prós e os muitos contras (pelo menos essa foi a conclusão que eu cheguei) do fardo que foi terem participado de uma das grandes obras de arte da cultura pop.

E uma das grandes coisas do filme é o uso de trechos de Truth or Dare e de cenas e sequências da tour de 1990.

Sexo, drogas e dance music seria um nome bom pro documentário também.

Como eu não sou um super fã da Madonna, não sabia de várias coisas mostradas no documentário, como por exemplo um processo por causa do Truth or Dare.

Ver as conclusões a que esses caras chegaram depois de tantos anos é uma lição de vida pra um monte de gente por aí (pra mim mesmo, inclusive), mas concluindo tudo mesmo, a sabedoria vem com o tempo mesmo, não tem jeito.

Agora, prepare-se pro coração apertar.

Filmão.

79/365 A SÍNDROME DO PUNK

Punk que é punk encoxa a mãe no tanque? Não. Punk que é punk entra no palco com a cueca cheia de merda.

A Síndrome do Punk é o documentário mais lindo e mais divertido e mais melancólico que eu vi esse ano. O filme conta a história de uma banda punk finlandesa chamada Pertti Kurikan Nimipäivät (ou PKN) onde todos os seus componentes tem ou autismo ou síndrome de down.

O filme não julga ninguém, não explica nada, não tem legenda, só mostra como os 4 membros dessa banda vivem e se viram e se apresentam.

Sua música é a forma que encontraram para gritar contra os preconceitos que sofrem, os problemas do dia a dia, o silêncio do governo ou por terem que viver em casas comunitárias e por aí vão.

Por causa do documentário a banda começou a ter um pouco mais de fama que não apenas no circuito underground e com isso conseguiu uma maior visibilidade para suas “súplicas”.

74/365 LONDON TOWN

London Town é um filme bonitinho que conta a história de um menino de 14 anos de idade em 1978, no auge do caos inglês, morando num subúrbio quando descobre o punk, mais precisamente o Clash. E de repente vira “amigo” de ninguém menos que Joe Strummer.

Sua mãe abandonou a família para morar num squat em Londres e ir atrás de seu sonho de ser uma cantora famosa, deixando o menino Johnny e sua irmã menor aos cuidados do pai, que também tinha uma banda e largou tudo para cuidar de sua família. Agora ele tem uma loja de pianos que não vende nada (porque o momento é do renascimento do rock através do punk) e a noite dirige um taxi, o que mal dá para pagar as contas do dia a dia.

Numa entrega, um piano cai em cima do pai (o ótimo Dougray Scott) que fica internado por um bom tempo e a vida da família vai por água a baixo. Até que Johnny resolve cuidar de tudo. Vai para Londres atrás da mãe e no trem conhece uma punk adolescente que o apresenta ao Clash e consegue para ele  no Camdem Market um último ingresso para um show da banda.

Como disse lá acima, o filme é bem bonitinho, parece um primo de Sing Street. O problema é que entra no filme Joe Strummer, vivido por Jonathan Rhys Meyers, com tudo o que vem com ele: a banda que muda a música inglesa, a política, sua luta contra o governo Tatcher, sua luta contra os skinheads, contra os nacionalistas em meio a protestos no famoso festival Rock Against the Racism, quando Strummer se aproxima do garoto Johnny, quando os 2 acabam presos na mesma cela. Ó destino!

Daí o filme, que poderia ser uma porrada politizada e instigante e contestadora, continua sendo o filminho bonitinho de crescimento do menino que, sem perceber, está virando homem.

Em tempos como os nossos que um pouco de engajamento não faz mal a ninguém, pelo menos pra mim, London Town deixa muito a desejar. A vibe do Clash não chegou no diretor, não o animou estilisticamente, uma pena.

Mas se você não se importar em assistir só um filme bonitinho de um menino que está no meio de uma das maiores revoluções culturais do século passado, o filme é ótimo. Os pais Dougray Scott e Natasha McElhone são demais. O moleque que faz Johnny, Daniel Huttlestone é uma linda surpresa. E a trilha é das melhores: além do Clash tem Buzzcocks, The Stranglers, Toots & the Maytals, Willie Williams, Stiff Little Fingers.

Jake Gyllenhaal cantando no teatro.

Então você não gosta de musical.

Então você não iria ver o Jake Gyllenhaal num musical?

Sei!

Nas próximas semanas Jake estreia em NY no musical “Sunday in the Park With George”.

Ele chamou seu amigo, o diretor Cary Joji Fukunaga da primeira temporada e única boa de True Detective e Beasts Of No Nation, para assistir um ensaio e fizeram esse vídeo do bonitão cantando.

As referências de La La Land.

Eu disse na minha resenha que o grande mérito de La La Land era ser uma homenagem ao cinema.

Achei um vídeo feito por Sara Preciado mostrando lado a lado essas homenagens junto às cenas do musical recordista de indicações ao Oscar, quer você queira, quer não.

21/365: SING STREET – MÚSICA E SONHO

John Carney é o cara: ele não só escreveu e dirigiu um dos filmes mais lindos de todos os tempos, Once – Apenas uma Vez como ano passado lançou um outro musical, o fofíssimo Sing Street – Música e Sonho (que já tá na Netflix).

Sing Street se passa nos anos 80 onde um adolescente resolve montar uma banda para agradar a menina linda e mais velha em sua nova escola.

O mais legal da banda é que as referências dele vem de seu irmão mais velho que ouve a música mais legal que tem no momento e empresta seus discos.

Assim ele ouve Duran Duran, The Cure, The Jam e começa a fazer música com outros moleques. Música que se parece com o que eles ouvem.

E pra impressionar mesmo a menina eles resolvem fazer um video clipe e chamam a menina pra ser a estrela.

Claro que tudo isso no ritmo da adolescência, com muita vergonha, muito sem querer, muita ingenuidade mas muito amor e acreditando que eles estão mudando tudo ali no bairro deles.

Só que a menina namora um cara também mais velho e resolve ir com ele pra Londres pra virar modelo.

Filmaço lindinho de mor adolescente, de esperança, de acreditar que a vida pode ser legal, de descobertas, de aprendizados, bem filmado, bem escrito, com uma puta trilha e com um elenco de dar inveja às novelas adolescentes brasileiras.