Daft Punk sem capacete em Cannes.

Thomas Bangalter, um dos robôs do Daft Punk na verdade não é um robô!

Como assim?

Ele esteve ontem a noite na sessão oficial de abertura do Festival de Cannes, ao lado de sua esposa, a fodona Élodie Bouchez.

Ele é o cara meio careca, meio cabeludo, de óculos na foto, ao lado de Élodie.

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Bom, repensando o que escrevi antes, parece que Thomas é um robô sim. Enquanto as pessoas nesse vídeo, sua esposa e até Adrien Brody se movem, Bangalter fica duro que nem respira.

138/365 FIQUE COMIGO

Ah, as comédias francesas.

Fique Comigo é uma daquelas comédias que você acha que estão super bem encaminhadas e de repente, BAHM!, cai um astronauta no telhado e o filme só melhora.

Passado em um prédio na periferia de Paris, o filme começa com um problema de condomínio: o elevador precisa ser reformado.

Todo mundo topa, menos o morador do primeiro andar que diz que não precisa usá-lo e que por isso não quer gastar dinheiro.

Os condôminos resolvem que vão arcar com a parte dele mas que o figura não pode usar o elevador. Até que no outro dia ele sofre um pequeno acidente e tem que ficar de cadeira de rodas por um tempo e por isso, o que mesmo? Ele precisa usar o elevador escondido.

Mas esse é só o começo do filme, que dita o tom de Fique Comigo, uma comédia de humor negro, ou de um humor tipicamente francês, adulto, de canto de boca. E a partir daí as outras personagens que moram no prédio vão aparecendo: uma atriz de cinema que tem que explicar sua carreira pro moleque vizinho amante de cinema e não a conhece, o cara de cadeira de rodas que finge ser fotógrafo famoso porque se interessa pela enfermeira do hospital onde ele vai toda noite pegar comida; a mulher que mora sozinha e que cuida, sim, do astronauta americano que caiu no telhado do prédio que só fala inglês e se comunica como pode com sua anfitriã.

Historinhas boas que acontecem no mesmo lugar, o prédio, com aquela vibe que a gente gosta de filmes do Altman, de herói coletivo, sem personagem principal e com uma bela lição de uma estrela como Isabelle Huppert no meio disso tudo como a atriz solitária e mais a minha preferida Valeria Bruni Tedeschi e Michael Pitti.

Cannes 2017 – Primeiro tapete vermelho

Hoje começou o Festival de Cannes 2017 e depois da estreia para a imprensa do documentário dirigido pela atriz inglesa Vanessa Redgrave sobre os refugiados na Europa, a noite lá teve o primeiro tapete vermelho com a estreia hour concours do filme Ismael’s Ghosts de um dos meus preferidos Arnaud Desplechin, com o elenco dos sonhos, Marion Cotillard, Charlote Gainsbourg e Louis Garrel.

Agora as lindas:

E mais cedo ainda teve pela cidade as deusas Marion Cotillard e Monica Bellucci.

135/365 NEDS – JOVENS DELINQUENTES

Filmão de 2010 que só vi agora, Neds é um filme escocês que parece uma coisa e é outra (melhor) completamente diferente.

Neds parece uma comediazinha bacana sobre o gordinho bonitinho maior vítima de bullying na escola, em Gasgow nos anos 70, quando os professores ainda batiam nos alunos com uma espécie de palmatória de borracha.

Só que Neds é mais que isso.

O gordinho é de uma família da working class escocesa, da classe média baixa, uma família de trabalhadores, típica inglesa onde os pais ficam fora o dia todo e só percebem que seus filhos estão se fudendo tarde demais.

Como foi o caso do irmão mais velho do gordinho John, que foi expulso de casa e é um Ned, non educated deliquent, um delinquente sem educação, um hooligan, um adolescente já perdido, um tipo de um marginalzinho de gangue.

John usa da “fama” do irmão pra se livrar de perseguição vez ou outra e, à medida que vai crescendo, percebe que isso é algo mais valioso que apenas ir bem na escola com notas boas e estar na melhor turma (John nunca foi da 5a C, pra vocês terem ideia, sempre da A).

E o nerd aos poucos vai perdendo o R e virando um NED.

Quando o filme muda de tom e a comediazinha vira uma bela de uma comédia dramática de humor negro escocês fiadaputa, Neds cresce de uma forma absurda e vira um filmão da porra.

Escrito e dirigido pelo ótimo ator e diretor inglês Peter Mullan, muito desse sucesso se deve à escolha do elenco, principalmente a molecada da rua, com total foco em Conor McCarron, o gordinho cdf que cresce e vira mais que isso.

Seus dramas pessoais, seus dramas sociais, sua família toda cagada, seu pai abusivo, as oportunidades espúrias que vão aparecendo em seu caminho fazem de John McGill um personagem a ser lembrado, muito pelas decisões que ele toma, que me deixavam cada vez com a boca mais aberta à medida que o filme vai se desenrolando.

De novo, vivas para o diretor Mullan, um dos atores preferidos do mestre Ken Loach, aprendeu muito sobre direção de atores e direção de não atores também.

Filmaço.

130/365 SR. NINGUÉM

Finalmente consegui assistir esse puta filme lindo: Sr. Ninguém é um filme belga, do diretor Jaco Van Dormael.

O filme conta a história do último mortal da Terra, vivido por um ótimo Jared Leto, que aos 118 anos de idade está em um hospital aparentemente em seus últimos momentos de vida.

Ele acorda nesse hospital aos 118 anos sem saber o que aconteceu e porque estaria nesse local, num planeta onde ninguém mais morre.

Só que seu grande drama não é esse, mas sim tudo o que aconteceu em sua vida e como ele terminou onde está hoje.

Sr Ninguém foi um garoto normal, filho de pais separados, se apaixonou por 3 meninas, casou com 1 delas, teve 3 filhos e o filme conta toda essa história como em alguns momentos específicos mostra como teria sido se ele tivesse tomado outras decisões, como se num universo paralelo ele tivesse se casado com outro mulher, por exemplo.

E o lindo desses momentos do filme é que esse universo paralelo afeta a vida e a memória da vida real do sr. Ninguém. Lindo demais. Dá uma impressão de viagem no tempo ou algo parecido e o legal é que esses momentos são de um bom humor desconcertante inclusive.

O filme é ótimo, o roteiro é extremamente bem escrito e bem amarrado, obra do diretor Van Dormael. Estilisticamente, quando se passa no futuro em 2092, o filme parece ser um primo do filme francês O Quinto Elemento, o que é uma grande coisa.

E como disse, Leto está muito bem como jovem e melhor ainda como o ancião de 118 anos. Sempre que eu vejo um ator fazendo papel de idoso, reclamo do gestual, do corpo, do andar e Leto dá uma aula de como se fazer, diferente da Drew Barrymore em Grey Gardens que faz a velha mais animada da história.

Graham Norton da semana: Diane Keaton, Jessica, Michael, Kevin e Gorillaz.

Graham Norton é o meu programa de entrevistas preferido já faz uns bons 10 anos.

Norton é um belo de um roteirista e comediante inglês, responsável por muitas das piadas boas de Absolutely Fabulous só pra citar outro show preferido.

Vou começar a postar aqui uns highlights de seu programa semanal, que vai ao ar toda sexta feira a noite na BBC e no sábado cedo já está no youtube.

Infelizmente nada novo tem legendado pra eu subir, mas o CC funciona bem.

Semana passada ele teve em seu sofá Jessica Chastain, que contou histórias de sua avó de 90 anos de idade no tinder, Michael Fassbender que fez uns passos de break dance e falou do novo Alien,

Kevin Bacon que falou que odeia não ser reconhecido,

e a grande Diane Keaton que contou coisas sobre as filmagens de O Poderoso Chefão,

além de beijar todos os outros convidados na boca. Todos.

Pra fechar com chave de ouro, teve Gorillaz ao vivo com o Noel Gallagher e Damon Albarn sendo perguntado quando eles 2 tinham ficado amigos. Foda.

Eu rio muito e fico arrepiado todo programa.

E o programa inteiro tá aqui:

118/365 ANASTASIA

Eu ainda não vi, nem pretendo tão cedo ver, a versão de carne e osso da Bela e a Fera.

E pelo sucesso do filme, a Disney comunicou que vai continuar nessa pegada de fazer filmes com atores reais de seus clássicos de animação.

O próximo vai ser Aladin, eles anunciaram, com Will Smith (blergh) como o gênio, depois de ter a genialidade de um Robin Williams no original animado.

Bom, se alguém pensar em fazer uma versão de Anastasia, com certeza deveriam levar esse filme de 1956 em consideração. Ou mesmo deveriam relançar esse Anastasia, de 1956, porque o filme é bom demais.

Pra quem não assistiu a animação da Fox, nem esse e nem conhece a história russa, reza a lenda que depois da Revolução Russa de 1917, quando a família do Czar Nicolau foi morta, uma de suas filhas, a princesa Anastasia, sobreviveu, fugiu e viveu o resto da sua vida escondida e perdida e sem saber quem realmente ela era.

Só que a princesa era muito, muito rica, porque seu pai deixou num banco inglês depositados milhões de libras para cada um dos filhos. Mas esse dinheiro tinha um período para ser sacado, senão ficaria para o banco.

Por isso, a corte russa sobrevivente do massacre, que vivia pela Europa, basicamente em torno da mãe do Czar, que estava viva, procurava Anastasia com afinco.

E alguns inclusive, tentavam forjar que a princesa estava viva para conseguirem esse dinheiro.

E esse é o filme, onde uma russa sem teto, vivendo em Paris, e que se enquadra nas características de como seria Anastasia tantos anos depois, é treinada para ser a princesa e, sendo aprovada pela realeza, conseguiria receber a herança.

O filme da Disney é lindo, minha filha assistiu quando tinha uns 4 ou 5 anos de idade e o sonho dela era ir pra Paris e conhecer onde Anastasia tinha vivido.

Esse filme é mais dramático, bem mais adulto e muito bem contado com uma direção de atores bem precisa.

A pseudo Anastasia é vivida pela rainha do drama Ingrid Bergman, e não, isso não é uma crítica, isso se encaixa muito bem no filme. Se você acha a filha dela, a Isabella Rossellini, dramática, veja esse filme e perceba que ela é filha de peixe, ou da maior das peixas do drama.

O homem que a encontra e que tenta transformar a sem teto e sem memória na princesa é o ótimo (e quase esquecido) Yul Brinner, que faz um general russo da guarda imperial, que convivia de perto com a família do Czar e por isso teria muita informação sobre a princesa.

A prova final para que a mulher seja aceita como a princesa é se encontrar com a suposta avó e essa sequência no filme é primorosa, mostrando muito como faz falta hoje em dia boas atrizes sendo bem dirigidas e bem aproveitadas em filmes que não necessariamente sejam grandes filmes.

 

117/365 A AUTÓPSIA DE JANE DOE

Mais um terror bom que eu finalmente assisti.

Pra começar, os atores Brian Cox e Emile Hirsch estão ótimos nos papéis de pai e filho responsáveis pelas autópsias de uma cidadezinha sossegada.

Eles dão uns showzinhos mesmo.

Detalhe: eles trabalham no porão da casa deles, onde moram só os 2.

Um dia o xerife da cidade traz o corpo de uma mulher sem identificação, a Jane Doe do título, como eles os chamam nos EUA, e quando a autópsia começa, a putaria começa.

Ops, o terror começa.

Imagina a doideira de pai e filho no porão de casa começando uma autópsia de um corpo de uma mulher em perfeito estado de conservação, sendo que foi encontrado enterrado e não sabem há quanto tempo estava embaixo da terra.

Medo de verdade.

Filmaço com um puta clima tenso, belo roteiro e bela construção de história e de revelações.

113/365 CASTELO DE AREIA

Parabéns!

Os caras conseguiram fazer mais um filme de guerra glorificando o exército americano. Propaganda?!

Castelo de Areia se passa em 2003 na Guerra do Iraque (!) onde um pelotão americano sai de Bagdá e vai pra uma cidadezinha restaurar o sistema de água.

Só que diferente do tratamento que recebiam como heróis em Bagdá, em Baquba os caras são menosprezados e atacados o tempo inteiro.

Óbvio que no fim tudo dá certo, apesar de umas mortos e explosões.

Mas Netflix, menos cara de pau, né?

Ultimamente tenho visto propaganda discarada cada vez mais em filmes de guerra americanos até que em filmes com mensagem religiosa.

De qualquer maneiro o filme não é de todo ruim porque, apesar de aparecer em poucas cenas, temos em sua total glória Henry Cavill, junto de um elenco bom Nicholas Hoult, Luke Evans, Glen Powell.

E outra coisa boa do filme: ele foi dirigido pelo brasileiro Fernando Coimbra, o cara que fez o ótimo O Lobo Atrás da Porta.

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Os Piratas do Caribe estão de volta.

Dizem que esse filme pode ser a salvação da vida do Johnny Depp, depois de tanto escândalo com drogas, falência, casamento abusivo onde ele bateu na ex mulher and more.

Eu sou fã dos Piratas e não vejo a hora da estreia de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar com Johnny Depp (Jack Sparrow), Javier Bardem (Capitão Salazar), Geoffrey Rush (Capitão Barbossa), Brenton Thwaites (Henry Turner) e Kaya Scodelario (Carina Smyth).

Olha os posters dos personagens e o trailer aí abaixo também.