222/365 EM RITMO DE FUGA

Olha o trailer desse filme que demais:

Desde que vi uns meses atrás, fiquei doido pra ver o filme, que era a grande promessa de filme pop do ano, com muita música, edição absurda, cenas decupadas em cima de cada música de cada cena, atores sendo dirigidos pela batida da música e mais e mais detalhes.

Daí vi o filme e é só mais um filme engraçadinho e divertidinho do diretor Edgard Wright, do ótimo Todo Mundo Quase Morto.

O povo reclamou do título brasileiro, que lembra filme do Roberto Carlos dos anos 60, mas quem dera fosse tão cool.

em ritmo de fuga

Em Ritmo de Fuga conta a história de um motorista de fuga de assaltos (Ansel Egort) e sua peculiar forma de agir, a partir de músicas que coloca em seu ipod enquanto as ações criminosas acontecem.

O cara é um motorista animal, de total confiança do chefão (Kevin Spacey) e parece ser meio autista, ou pelo menos isso é o que o diretor quer que achemos, mas ele deixa claro depois que não.

Bom, o roteiro é esse, assaltos, fugas maravilhosas com um romancezinho meio fuleiro no meio e uma bela trilha, mas trilha nível Tarantino, de músicas quase desconhecidas que deveriam virar cool mas que no fim das contas era o que a produção conseguiu comprar com o dinheiro que tinha.

Claro, que sem desmerecer nada.

Tudo no filme é raso.

A sequência inicial parece um clipe de uma cantora pop inglesa de adolescentes onde, num plano sequência, Egort vai andando para comprar café, com seus fones de ouvido, passando por situações engraçadinhas e no caminho sempre palavras da música grafitadas nas paredes, no chão, nas vitrines.

Meio vídeo legenda que não precisa.

Na história principal, os personagens tentam ser fodões mas entram e saem sem deixar nenhuma lembrança.

Quando falei em romancezinho fuleiro é porque a explicação geral é tão besta que parecia que eu estava vendo um episódio ruim de Malhação.

Quanto à edição, que prometia revolucionar, é boa mas nada demais. Bem montado sobre a trilha, o filme emociona sim com os cortes precisos mas que em alguns momentos parecem terem sido feitos por um assistente competente ao invés de um montador super criativo.

No final das contas, Em Ritmo de Fuga é um filme bem divertido, coloridinho, com grafites, com café, com drogas, rocknroll mas sem nenhum sexo.

É isso, falta sexo.

Acho que descobri o problema.

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