187/365 O CÍRCULO

Ontem assisti a essa grande porcaria que é O Círculo e quebrei a minha primeira regra de espectador: “não assistirás filmes com o Tom Hanks”.

Toooma, Fabiano.

Bom, o filme está sendo detonado por todo mundo, a torto e a direito e, sinto informá-los, todos estão certos.

Que porcaria, minha gente!

Mas em um momento de iluminação divina eu entendi o filme.

Sim, entendi a porcaria, olha só.

O Círculo é uma empresa de internet muito poderosa e fodona, tipo o Google ou o Facebook. E o Tom Hanks é o dono da porra toda, o Zuckerberg de barba branca, ou algo como o Zuckerberg no corpo do Steve Jobs

Bom, os caras estão conseguindo, através de seus aplicativos e tudo o mais, fazer com que quem se cadastre e entre “na d’O Círculo”, compartilhe tudo de suas vidas o tempo todo: emails, fotos, vídeos, informações da vida, num esquema onde a noção de privacidade não existe mais.

Uma garota deslumbrada com a empresa (a eterna Hermione, Emma Watson com sua carinha bonitinha e olhares de coitadinha de sempre) em seus primeiros dias trabalhando com esses caras, é escolhida de uma maneira “super ducaralho” (de ruim) para ser a cara de uma nova ferramenta, uma super poderosa câmera sem fio conectada o tempo todo à rede, que ela usa como um botton, que só desliga por 3 minutos enquanto ela vai ao banheiro para o número 1 ou 2.

Sim, fim da privacidade.

Sim, o cúmulo do selfie.

Sim, o cúmulo da interação.

Só que gente, em 2017 lançar um filme com um roteiro desses com uma “lição de moral” no final não dá, né?

O filme tinha tudo pra ser um puta filme de terror psicológico animal, mas não, colocaram lá no meio um sócio geniozinho da empresa descontente com os rumos que tudo isso vem tomando, um John Boyega perdido.

Sim, o herói salvador de tudo, que está no meio de todo mundo mas ninguém percebe. O cara que vem tentando dar uma outra cara para essa história toda, só que não cola.

Bom, de novo, o filme é uma bosta.

Roteiro de quinta, que você adivinha as próximas sequências e muitas vezes, adivinha até o que os caras vão falar.

A direção de James Ponsoldt, que tem uma filmografia bem boa, deixa muito a desejar. Filmão, executivos mandando, o corte final não é dele, bla bla bla.

Mas a minha teoria: eu acho que essa história é secretamente baseada no que o Google + deveria ter sido quando os caras o criaram.

Se bobear, a história foi secretamente vendida por um de seus criadores para um estúdio, o que o povo do Google gostaria de ter feito mas não tinha dinheiro à época para desenvolver tal tecnologia.

Fim da minha teoria, bobagem.

No fim, se tivesse esse disclaimer, o filme poderia ter sido pelo menos interessante.

Mas não, né, nem isso.

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