120/365 COLOSSAL

Antes de falar bem de Colossal, quero deixar claro que o cabelo de Anne Hathaway no filme talvez seja o pior cabelo da história do cinema de uma atriz.

Então já aviso que vai incomodar, mas vale a pena respirar fundo com a franja da fofa porque Colossal é uma bela de uma surpresa.

O filme conta a história de uma escritora bem locona (apesar do cabelo péssimo, mas acho que todo mundo conhece uma locona equivocada) que acabou de perder seu emprego , mora em NY com o namorado bonitão até que ele não aguenta mais e manda ela embora de casa.

Ela volta pra cidadezinha do interior onde nasceu e cresceu, vai morar na casa fechada de sua infância e reencontra o moleque com quem cresceu que ficou por lá e agora é dono do bar local.

Ela continua bebendo e apagando e dando seus vexames até que resolve trabalhar no bar para tentar melhorar de alguma forma.

Em um de seus apagões, ela acorda com o telefonema de sua irmã desesperada perguntando se ela viu o monstro que está destruindo Seul na Coréia do Sul.

Ela desesperada vai ver as imagens e percebe uma conexão entre ela e o monstro. E daí pra frente o filme fica bom demais.

O monstro apareceu pela primeira vez 20 anos atrás do nada quando ela ainda estava na cidade e agora aparece sempre quando ela vai em um lugar específico da cidadezinha dela.

Adivinha: a personagem de Anne é o monstro da Coréia.

A ideia do filme é bem absurda e bem boa. Bem boa mesmo. Daquelas originais de verdade, que nunca vimos antes (pelo menos eu não vi).

O diretor e roteirista Nacho Vigalondo, antes fez o ótimo Timecrimes e demorou pra fazer outro filme bacana com esse Colossal, primo irmão do também doidão Frank, que a gente tanto gosta.

Anne Hathaway, apesar do cabelo, dá um showzinho como a locona perdida, deprimidinha que encontra em seu monstro a forma de lidar com sua vida como nunca tinha imaginado.

Colossal é o tipo de filme onde as metáforas são tão óbvias e na cara e a mistura de fantasia com comédia negra funcionam tão bem que esse filme de monstro mais original dos últimos tempos que se eu estivesse nos anos 80’s ia dizer que esse filme já nasceu cult.

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