118/365 ANASTASIA

Eu ainda não vi, nem pretendo tão cedo ver, a versão de carne e osso da Bela e a Fera.

E pelo sucesso do filme, a Disney comunicou que vai continuar nessa pegada de fazer filmes com atores reais de seus clássicos de animação.

O próximo vai ser Aladin, eles anunciaram, com Will Smith (blergh) como o gênio, depois de ter a genialidade de um Robin Williams no original animado.

Bom, se alguém pensar em fazer uma versão de Anastasia, com certeza deveriam levar esse filme de 1956 em consideração. Ou mesmo deveriam relançar esse Anastasia, de 1956, porque o filme é bom demais.

Pra quem não assistiu a animação da Fox, nem esse e nem conhece a história russa, reza a lenda que depois da Revolução Russa de 1917, quando a família do Czar Nicolau foi morta, uma de suas filhas, a princesa Anastasia, sobreviveu, fugiu e viveu o resto da sua vida escondida e perdida e sem saber quem realmente ela era.

Só que a princesa era muito, muito rica, porque seu pai deixou num banco inglês depositados milhões de libras para cada um dos filhos. Mas esse dinheiro tinha um período para ser sacado, senão ficaria para o banco.

Por isso, a corte russa sobrevivente do massacre, que vivia pela Europa, basicamente em torno da mãe do Czar, que estava viva, procurava Anastasia com afinco.

E alguns inclusive, tentavam forjar que a princesa estava viva para conseguirem esse dinheiro.

E esse é o filme, onde uma russa sem teto, vivendo em Paris, e que se enquadra nas características de como seria Anastasia tantos anos depois, é treinada para ser a princesa e, sendo aprovada pela realeza, conseguiria receber a herança.

O filme da Disney é lindo, minha filha assistiu quando tinha uns 4 ou 5 anos de idade e o sonho dela era ir pra Paris e conhecer onde Anastasia tinha vivido.

Esse filme é mais dramático, bem mais adulto e muito bem contado com uma direção de atores bem precisa.

A pseudo Anastasia é vivida pela rainha do drama Ingrid Bergman, e não, isso não é uma crítica, isso se encaixa muito bem no filme. Se você acha a filha dela, a Isabella Rossellini, dramática, veja esse filme e perceba que ela é filha de peixe, ou da maior das peixas do drama.

O homem que a encontra e que tenta transformar a sem teto e sem memória na princesa é o ótimo (e quase esquecido) Yul Brinner, que faz um general russo da guarda imperial, que convivia de perto com a família do Czar e por isso teria muita informação sobre a princesa.

A prova final para que a mulher seja aceita como a princesa é se encontrar com a suposta avó e essa sequência no filme é primorosa, mostrando muito como faz falta hoje em dia boas atrizes sendo bem dirigidas e bem aproveitadas em filmes que não necessariamente sejam grandes filmes.

 

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