82/365 A SANGUE FRIO

Sabe aquele filme Capote, que a gente adora, que o Philip Seymour Hoffman ganhou o Oscar? Então, é sobre o autor do livro que dá origem a esse filmaço, o jornalista Truman Capote, que 1 mês depois do crime real ter acontecido, foi acompanhar o desenrolar do caso ao vivo e sua reportagem, que virou o livro, é considerada a primeira do chamado New Journalism americano.

O filme, dirigido pelo ótimo Richard Brooks, conta a história de 2 ex-presidiários pés rapados que resolvem viajar mais de 400 km para assaltarem a casa de um fazendeiro rico, dica de um outro presidiário, companheiro de cela de um deles.

Só que ao chegarem na fazenda descobrem que não há nenhum dinheiro em nenhum cofre, como disse a dica. E mesmo assim os 2 mataram pai, mãe e os 2 filhos. A sangue frio. Por 40 dólares.

O filme mostra como os 2 assassinos se encontram, conta um pouco da história de cada um, mostra eles fugindo da cena do crime em direção ao México, sempre fazendo uma cagada depois da outra, deixando um rastro bem primário por onde passam até que são presos da forma mais besta possível.

Só então que o diretor conta a história do assassinato e nos mostra o que realmente aconteceu. E a história é mais absurda do que a gente vai pensando ser durante a primeira parte do filme.

No epílogo, o filme vai para o julgamento e condenação e prisão dos 2, contando como eles eram frios e estúpidos e sem remorso, vivendo num mundo a parte.

Brooks tem um trunfo em mãos que são os dois atores principais que vivem os assassinos, Perry Edward Smith (Robert Blake) e Richard “Dick” Eugene Hickock (Scott Wilson).

Acontecido lá no início dos anos 60’s, um caso de matança desses, de matarem uma família por nada, parou o país pela frieza e pela falta de sentido do crime. Em tempos que hoje vivemos, onde a vida não vale mais nada, o filme não choca tanto, mas pensemos isso 50 anos atrás, quando o mundo era absolutamente outro.

No filme vemos muito pouco um jornalista que conversa com o já preso Dick. Ele é a personificação de Capote, que dizem, teve um caso amoroso com o prisioneiro, um pequeno escândalo por si só.

Não é um clássico, não é um puta filme, tem uns pequenos detalhes de “quero aparecer” do diretor Brooks que me irritam um pouco no início do filme, mas é um belo de um filme, uma aula de direção de ator.

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