74/365 LONDON TOWN

London Town é um filme bonitinho que conta a história de um menino de 14 anos de idade em 1978, no auge do caos inglês, morando num subúrbio quando descobre o punk, mais precisamente o Clash. E de repente vira “amigo” de ninguém menos que Joe Strummer.

Sua mãe abandonou a família para morar num squat em Londres e ir atrás de seu sonho de ser uma cantora famosa, deixando o menino Johnny e sua irmã menor aos cuidados do pai, que também tinha uma banda e largou tudo para cuidar de sua família. Agora ele tem uma loja de pianos que não vende nada (porque o momento é do renascimento do rock através do punk) e a noite dirige um taxi, o que mal dá para pagar as contas do dia a dia.

Numa entrega, um piano cai em cima do pai (o ótimo Dougray Scott) que fica internado por um bom tempo e a vida da família vai por água a baixo. Até que Johnny resolve cuidar de tudo. Vai para Londres atrás da mãe e no trem conhece uma punk adolescente que o apresenta ao Clash e consegue para ele  no Camdem Market um último ingresso para um show da banda.

Como disse lá acima, o filme é bem bonitinho, parece um primo de Sing Street. O problema é que entra no filme Joe Strummer, vivido por Jonathan Rhys Meyers, com tudo o que vem com ele: a banda que muda a música inglesa, a política, sua luta contra o governo Tatcher, sua luta contra os skinheads, contra os nacionalistas em meio a protestos no famoso festival Rock Against the Racism, quando Strummer se aproxima do garoto Johnny, quando os 2 acabam presos na mesma cela. Ó destino!

Daí o filme, que poderia ser uma porrada politizada e instigante e contestadora, continua sendo o filminho bonitinho de crescimento do menino que, sem perceber, está virando homem.

Em tempos como os nossos que um pouco de engajamento não faz mal a ninguém, pelo menos pra mim, London Town deixa muito a desejar. A vibe do Clash não chegou no diretor, não o animou estilisticamente, uma pena.

Mas se você não se importar em assistir só um filme bonitinho de um menino que está no meio de uma das maiores revoluções culturais do século passado, o filme é ótimo. Os pais Dougray Scott e Natasha McElhone são demais. O moleque que faz Johnny, Daniel Huttlestone é uma linda surpresa. E a trilha é das melhores: além do Clash tem Buzzcocks, The Stranglers, Toots & the Maytals, Willie Williams, Stiff Little Fingers.

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