50/ 365 KING COBRA

James Franco tá meio sumido ultimamente o que é um alívio.

Uns anos atrás eu achei o máximo quando ele começou a se envolver em projetos “estranhos”. E ele mesmo se justificando dizendo que ele era um artista mais que apenas um ator.

Um de seus novos papéis foi como produtor, fazendo filmes fora da casinha.

King Cobra é um deles.

O filme conta a história de um escândalo que rolou na indústria de filmes pornôs gays alguns anos antes sobre um produtor que foi brutalmente assassinado por um ator. Esse produtor descobriu um menino que foi um fenômeno do pornô, Brent Corrigan com quem tinha um contrato meio bem esquisito: o produtor obviamente ganhava rios de dinheiro e pagava uma merreca para o menino de 19 anos que trabalhava cada vez mais. Quando o menino descobre que está sendo fudido, ops, mal pago, diz para o produtor que quando eles começaram ele tinha na verdade 17 anos e tinha falsificado seus documentos. O produtor fica doido, o “ator” vai à polícia e o inferno cai sobre suas vidas.

O produtor é considerado pedófilo (numa cena ridícula do filme), o ator tem que contar para sua mãe que faz pornô (numa outra cena besta) e sua carreira termina precocemente porque ninguém quer trabalhar com alguém envolvido num escândalo desses no meio pornô.

Até que o dono de um estúdio pequeno quer de qualquer maneira trabalhar com o menino e resolve dar um jeito para acabar com o tal do contrato esquisito do produtor e já você pode imaginar como a história acaba.

Com uma história baseada em fatos reais tão boa e trágica, o suficiente pra virar um belo de um filme, King Cobra é a prova de que um filme não sobrevive sem um bom roteiro e um diretor bom.

A história é mal contada, o filme é piegas, mal iluminado, com cenas inacreditáveis de crise de consciência dos atores pornôs que dão vergonha.

Apesar disso tudo, o elenco do filme é meio que impressionante: no papel do menino ator pornô está o ex ator da Disney Garrett Clayton; o produtor King Cobra, o pedófilo, é vivido pelo Christina Slater, que faz as cenas de sexo mais quentes do filme; sua irmã é a Molly Ringwald e a mãe do atorzinho é ninguém menos que Alicia Silverstone.

Claro que tem o James Franco no filme, como o produtor concorrente, casado com um ator pornô e com quem juntos planejam a morte do rival.

Fora isso, o filme não se sustenta. Mal dirigido, cafona, mas não cafona o suficiente pra um filme pornô gay dos anos 90 o que daí poderia até ser interessante, King Cobra peca pela falta de excesso e tem a PIOR cena final do cinema americano dos últimos 30 anos, pelo menos.

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