30/365 UM LIMITE ENTRE NÓS

Um Limite Entre Nós (Fences) é o tipo de filme americano que eu vejo sempre entre os melhores do ano, incensado, premiado, indicado e eu não me conformo.

A história é boa, o roteiro é baseado numa peça peça de teatro que deve ser ótima, mas o filme tem uma direção bem mais ou menos do Denzel Washington, que também estrela o filmo ao lado de Viola Davis.

O filme conta a história de uma família nos anos 50 enquanto o patriarca, Denzel, um lixeiro, ex-jogador de baseball que não pôde seguir a carreira por ser negro, tem que se virar com seus problemas numa América branca e seus fantasmas pessoais. Enquanto isso sua mulher, Viola, segura bem a onda de casa até que os fantasmas dele vem também assombrá-la. E a história das cercas, das Fences do título original, é o que diz uma personagem: tem gente que constrói cercas deixar as pessoas do lado de fora e tem gente que constrói cercas pra deixar as pessoas do lado de dentro, que é a metáfora da vida da personagem de Denzel.

Nada no filme é excepcional. Os planos são longos quando não deveriam, a trilha não tem nada demais e nem a fotografia mas o casal principal se sobressai, são bons atores com um belo dum texto que dá brecha pra eles fazerem o que querem e, no caso, fazem bem feito demais.

Viola ganhou tudo o que concorre pelo filme, Globo de Ouro, Actors Guild e deve levar o Oscar, feito aliás inédito de uma atriz negra ter sido indicada pela terceira vez ao prêmio. Denzel ganhou o Actors Guild mas não deve levar mais nada relevante.

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