17/365 LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES

La La Land é antes de mais nada uma bela ode ao cinema.

Se você gosta de filmes, gosta de ir ao cinema, já deu um primeiro beijo numa sala escura, se já chorou, se emocionou, se irritou com um filme você vai gostar de La La Land.

La La Land se passa em Los Angeles (tá, não é nos anos 90), dividido pelas 4 estações do ano (numa cidade que é sempre quente e ensolarada) onde Emma Stone é uma aspirante a atriz que trabalha numa cafeteria dentro de um grande estúdio. Tão perto e tão distante de seu sonho, ela se realiza quando uma grande estrela entra para comprar um capuccino e vê sua ilusão sair pela porta da frente.

Ela vive a função dos testes onde ninguém presta atenção ao que ela diz, se ela diz certo, se está bem vestida: o que interessa pra esses produtores é pedir o almoço, atender o celular ou responder um mensagem.

Um dia ela por acaso entra em um restaurante e presencia um pianista tocando um jingle de Natal que se transforma numa digressão jazzística como ela nunca ouviu na vida. Só que por isso mesmo ele é despedido na hora e quando ela vai falar elogiá-lo, o pianista sai batido e nem presta atenção nela.

Ryan Gosling é o pianista que defende o jazz puro com unhas e dentes. Seu sonho é abrir um clube como nos velhos tempos.

Os dois sonhadores se reencontram, se conectam e seguem suas vidas juntos, um apostando no outro, um dando força pra outro até que uma hora suas vidas parecem melhorar só que não exatamente como eles previam.

La La Land é muito bem dirigido pelo geniozinho que nos brindou com Whiplash ano passado. Faz uns dias que assisti o filme e demorei de propósito para escrever para ter certeza se eu tinha curtido mesmo ou se não tinha sido só um rush de emoção ao final.

Tenho que confessar que o filme é bonitinho demais pra mim, coloridinho demais pra mim e ser musical me deixou com o pé atrás. Mas La La Land é um musical como os antigos de Hollywood, como os dos anos 50 filmados em Cinemascope, não esses da Broadway. E o filme tem alguns momentos muito anos 50 que me deixaram arrepiado.

Ryan Gosling está muito bem no filme, inclusive ele que toca piano nas cenas musicais. Todo o discurso dele sobre o jazz, sobre a morte de uma arte tão específica, parece querer dizer também sobre o cinema como o conhecíamos. Na verdade o texto fala sobre toda forma de arte de uma maneira meio radical, de amante absurdo xiita.

Mas quem brilha é Emma Stone: puta atriz boa, canta bem, dança bem e tem cara de gente boa além de tudo.

É lindo e triste.

O filme venceu os 7 prêmios que concorria no Globo De Ouro: melhor filme, ator, atriz, direção, canção, trilha e roteiro. Deve levar um monte no Oscar também.

E como vem dando certo, que a carreira do diretor Damien Chazelle seja longa e próspera, obrigado.

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2 pensamentos sobre “17/365 LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES

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