13/365 CHRISTINE

Eu nunca tinha ouvido falar de Christine Chubbuck, uma jornalista de uma pequena estação de TV da Florida, nos EUA que em 1974 ficou bem conhecida por um ato ousado que cometeu ao vivo durante seu quadro no jornal local.

Quando li sobre o filme a primeira vez, no primeiro parágrafo já falavam o motivo da fama da repórter. Mas acho mais interessante ainda não saber, como não sabemos mesmo, e assistir esse filme, um drama de terror pode-se dizer, que me deixou de boca aberta por 2 horas.

A jornalista é vivida pela sempre boa Rebecca Hall (quase que irreconhecível caracterizada) que nos mostra como a jornalista feminista e ferrenha Christine, com todas suas ideias libertadoras e vanguardistas para um canal de tv pequeno, sofri no seu dia a dia.

Com 29 anos de idade, virgem, morando com a mãe, com dores estomacais que a aterrorizavam o dia inteiro, Christine tentava (e conseguia) em sua reportagens mostrar de uma forma peculiar, o lado menos conhecido da peculiar vida americana.

Apesar de seu chefe e dono da estação cobrar dela matérias mais “populares”, com mais apelo para o espectador comum, ela não se conformava e tentava de todas as maneiras deixar a sua assinatura em tudo o que fazia.

Ela não tinha amigos, nem seus colegas de trabalho conseguiam que ela socializasse com eles; seus dias eram casa e trabalho e de volta pra casa quando ligava um rádio e ouvia o canal da polícia atrás de furos de reportagem.

Mas a vida dela era cada vez mais difícil, sua mãe arruma namorado e ela acha que é pra provocá-la, sua mãe fuma maconha e ela acha que também é uma provocação, seu companheiro de tv recebe uma promoção pra trabalhar num canal maior e ela fica arrasada e assim vai.

O clima do filme é criado a partir de muitos planos sequência, planos longos e sem cortes onde às vezes não vemos com quem uma personagem conversa mas que faz com que criemos uma intimidade quase bizarra com essas personagens mostradas. Além disso, a direção de arte e fotografia, com uma cor de anos 70 e a direção de atores é das melhores.

Filme indie com cara de indie que eu tanto gosto, aclamado em Sundance com muitos elogios à atriz e ao diretor Antonio Campos, que é filho do jornalista Lucas Medes do Manhattan Connection, uma das promessas de diretores americanos segundo várias publicações recentes.

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