Bill Murray é meu amo mestre e senhor e nada me faltará.

Ontem finalmente assisti “St. Vincent”, o mais recente filmaço estrelado por Bill Murray.

St_Vincent_poster

Retificando a frase anterior, “St. Vincent” na verdade é um filminho que só é filmaço por causa do Bill Murray, do diretor e roteirista Theodore Melfi, do menino Jaeden Lieberher que dá um show e pelo resto do elenco absurdo que tem Melissa McCarthy, Chris O’DowdNaomi Watts e Terence Howard todos em papéis que nunca fizeram antes, longe de seus próprios estereótipos.

É uma comédia mas me fez chorar igual uma criança. Vincent, o personagem de Murray, é cruel e sarcástico mas é um exemplo a ser seguido como diz o próprio título.

Bill Murray é um velhaco que bebe um monte, fuma um outro tanto, mora sozinho numa casa podre de suja, come uma puta grávida toda quinta feira (a genial Naomi Watts), perde seu dinheiro nos cavalos, deve pra um agiota, todo cagado.

Melissa McCarthy é uma mãe recém separada que se muda pra casa ao lado da de Murray e por trabalhar muito, acaba contratando-o como babá de seu filho sem imaginar as consequências.

O filho é o prodígio Jaeden Lieberher que ainda não sei se é um gênio ou se o diretor Melfi que é o gênio por tirar tudo o que tirou do moleque. Deve ser um pouco de cada. E é inacreditável. Esse filme deveria passar em escolinhas de atores como exemplo do que se fazer com crianças.

“St. Vincent” é daqueles indies americanos que eu tanto gosto, todo filmado em locação, sem parafernálias, sem milhares de plano e contra plano, todo focado na direção de ator, na construção de personagens e no roteiro muito bem criado e desenvolvido. Como disse antes, é um filminho que virou um filmaço.

Tenho todas as dúvidas em relação ao Oscar e prêmios e tudo mais mas se alguém por lá tem alguma noção de vida e realidade Bill Murray leva todas na temporada de premiações que se inicia com os Globos de Ouro em janeiro.

O cara não faz parte do jogo artístico de Hollywood, vive recluso, não tem celular, dizem que ele só tem uma Caixa Postal de correio que é onde ele recebe roteiros. Tudo parte da lenda criada talvez por ele mesmo pra se manter são numa indústria tão canibal quanto aquela.

Longa vida ao meu mestre, amo e senhor.

Já tô na torcida.

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