Se o Woody Allen tivesse dirigido o remake “Carrie”.

Talvez o filme fosse bom.
Ou com certeza o filme seria bom. Porque como digo, o pior filme do Woody Allen é melhor do que a grande maioria do cinema de Hollywood.
Esse post é porque eu semana passada assisti num dia o remake de “Carrie, a Estranha” e no dia seguinte assisti o novo Woody Allen, “Blue Jasmine”.
Primeiro o remake: um lixo. Talvez o pior de todos os remakes, que geralmente já são ruins.
O filme é estrelado por Juliane Moore e pela também ótima Chloe Grace Moretz.
Garantia de um mínimo de qualidade, né?
p-carrie
Acontece que a diretora do filme é tão ruim, tão incompetente, tão fraca, tão sem personalidade que conseguiu estragar 2 das grandes atrizes americanas, fazendo com que seus personagens fossem caricaturas rasteiras de nem sei o quê.
Como disse um amigo meu, o problema do remake de “Carrie” é o Brian De Palma e a Sissy Spacek.
E adiciono aí a tal da diretora que deveria continuar fazendo o lixo do “The L Word” que ela dirigia. Ah, acabou, né, por que será?
Bom, todo mundo conhece a história de “Carrie”, a menina estranha e freak da escola que é enganada e levada ao baile de formatura pelo bonitão e no fim se fode e com seus poderes paranormais mata quem aparece pela frente dela.
Não é muito difícil fazer um filme bom dessa história. Mas a diretora preferiu criar um pastiche de menina estranha, filha de uma mulher também estranha, cheias de cacoetes.
Triste.
blue-jasmine
Daí no dia seguinte eu fui ver o filme do Woody, “Blue Jasmine”. Enquanto via o show que a Cate Blanchet dá como uma mulher estranha e meio doida dá durante o filme, só fiquei pensando no que um diretor de ator bom como Allen faria no remake de “Carrie” com um elenco daqueles.
Como disse dos filmes ruins do Allen serem melhores que quase tudo americano, esse novo, sua volta a filmar nos EUA, agora em São Francisco, é um ótimo filme, acima da média.
Conta a história de Jasmine que é uma pé rapada que acaba conseguindo um casamento com um ricaço e vive nas altas rodas de NY até que ele é preso por picaretagens e eles perdem todo o dinheiro.
Ela vai morar com a irmã pobretona e cafona em São Francisco e usando seus casacos Channel trabalha na recepção de um dentista que tenta agarrá-la enquanto ela tenta voltar à boa vida.
O filme tem um puta elenco e Allen faz o que quer com todo mundo, criando personagens profundos e absolutamente críveis apesar de toda doideira de cada um deles.
Mas afinal, quem não é doido?

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Um pensamento sobre “Se o Woody Allen tivesse dirigido o remake “Carrie”.

  1. Depois que vi o filme posso comentar 🙂 Que ba-ba-do. Acho que é meu preferido do Woody Allen (Devo ter visto uns 10 da carreira dele). Tenho um livro com entrevistas que ele deu pra um cara chamado Eric Lax desde os anos 70. É conversa pra diabo, mas muito bom. Essas coisa não se captam assim num livro, mas não parece de jeito nenhum com o monstro que a Mia Farrow aponta. A carta aberta dele, aliás, bota todos os pingos no is.

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