“Iron Sky” e os nazistas na lua.

Fazia um bom tempo que eu lia notícias sobre “Iron Sky” e não via a hora de assistir.

Primeiro li que era um filme sobre nazistas instalados na lua que planejavam invadir a Terra.
Depois umas imagens mostravam que os tais nazistas não estavam pra brincadeira com naves potentes.
Daí leio que o filme estrearia no Festival de Berlim desse ano.
Daí consigo a trilha de “Iron Sky”, toda do Laibach.
Semana passada achei, baixei e assisti.
E a espera valeu a pena: “Iron Sky” é um dos filmes mais divertidos e bem acabados dos últimos tempos.
A história é essa mesmo: em 1945 os nazistas foram para a lua e construíram uma fortaleza no lado escuro, claro, onde ninguém da Terra poderia ver.
Essa fortaleza é obviamente em forma de suástica (pentágono?), e esconde todo o poderio dos alemães nesses mais de 60 anos se preparando para invadir a Terra.
Só que uma missão americana acaba indo pra lá, mandada por uma presidenta com o jeitão da Sarah Palin meio ignorantona, e um dos astronautas, um ex-modelo negro, é capturado pelos nazistas que ficam chocados com a sua cor.
Sim, as piadas são grosseiras e ótimas. O cientista maluco nazista dá pro cara tomar um “albinador”, um remédio pra deixar o cara branco que funciona muito bem.
O roteiro é ótimo, bem engraçado, detona não só os nazistas ingênuos, mas os americanos também ingênuos e a ONU e todo mundo que aparece pela frente, desde publicitários, militares e por aí vai.
O diretor é o finlandês Timo Vuorensola, vocalista da banda de (claro) death metal “Älymystö” e pelo que dá pra perceber, o cara é bem doidinho.
Seu próximo filme vai ser uma adaptação da graphic novel “I Killed Adolf Hitler” (obsessão?).

Mas o legal do filme é o bom humor.
Eu esperava alguma coisa mais “séria” pelos trailers e teasers que eles lançaram ano passado. Mas gostei da brincadeira.
O cara deve ter gasto u bom dinheiro nesse filme que é impecável na direção de arte e na pós produção, e a cereja do bolo foi ter Udo Kier como o Führer atual, que passa mal quando alguém faz a saudação Hitler.
O único problema do filme pra mim é a oficial nazista que acha que o nazismo é bacana e que “O Grande Ditador” de Chaplin é um curta de 10 minutos só com o discurso fazendo apologia aos alemães.
Mas daí me ganhou quando ela vem pra Terra e assiste o filme inteiro. É bem bom.
Não sei se o filme passa por aqui, mas deveria. Diversão garantida num filmão não americano, acho que estamos precisando de algo assim nas telas dos cinemas.

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