A felicidade em Cannes.


Foi com a maior felicidade que eu li que o vencedor do Festival de Cannes desse ano foi o novo filme de Michael Haneke, “Amour”.
Haneke é o austríacoque vive também na França e por lá filma muito, que venceu 2 anos atrás a também Palma de Ouro no mesmo Cannes com o já clássico “A Fita Branca”.

Dessa vez, o bi campeão apresentou um filme sobre um casal de idosos vividos pelos franceses Jean-Louis Trintignant (“A Fraternidade é Vermelha”) e Emmanuelle Riva (“Hiroshima Meu Amor”).

Haneke pra quem não se lembra é também o diretor de “Funny Games” e “A Professora de Piano”, filmaços e só pra deixar registrado, meu diretor preferido vivo. O cara não erra.
O presidente do juri, o diretor italiano Nani Moretti deixou bem claro quem o casal principal do filme só não foi premiado porque pela regra do Festival o filme que ganha a Palma não pode receber nenhum outro prêmio. E também disse que ele achou que os diretores estão mais preocupado com a forma do que com o conteúdo de seus personagens, uma mega alfinetada principalmente em Cannes.
Outros prêmios foram pra diretor pro mexicano Carlos Reygadas, do meu preferido “Japón” com seu novo filme que foi bem vaiado “Post Tenebras Lux”, pro ator dinamarquês Mads Mikkelsen que já foi vilão no “007 – Cassino Royale”.

O prêmio do juri foi pro italiano “Reality” do diretor do também bem bom “Camorra” onde o ator principal está preso já há 18 anos e teve autorização pra fazer o filme mas não para ir a Cannes.
E não poderia deixar de falar do prêmio “Caméra D’Or” dado ao filme de um diretor estreante. O presidente do juri desse prêmio era Cacá Diegues que laureou o americano “Beasts of the Southern Wild” (que já havia levado 2 prêmios em Sundance esse ano) e já previu que o filme estará presente no Oscar do ano que vem.

Agora, o que mais me deixou impressionado durante as semanas do Festival acompanhando de longe foi ver a relevância das notícias sobre as celebridades em detrimento das notícias sobre os filmes.

O filme “Na Estrada” de Walter Salles que saiu sem nenhum prêmio, aproveitou com certeza todo o buzz de sua estrela Kirsten Stewart, acho que fazia tanto que uma atriz não aparecia tanto em Cannes primeiro por esse filme e depois tietando seu namorado Robert Pattinson, estrela do novo filme de David Cronenberg “Cosmópolis” que também saiu de mãos abanando.

E só pra terminar, acho que o outro filme que eu mais quero ver de Cannes é o novo do francês Leo Carax “Holy Motors”, que conta a história de um cara numa limousine por uma noite de Paris que se transforma em vários personagens quando sai do carro. Pelo menos foi isso que eu li. Carax é o cara que fez “Os Amantes da Pont Neuf”, filmaço.

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