JUNO.

Pois é, Juno não é tudo isso mesmo, desculpem-me a franqueza. Filminho besta, historinha normal, com diálogos (e personagens) espertos, o filme pra mim até agora é uma incógnita. Ou melhor, o hype é uma incógnita. Filme barato, com muito ator de televisão (e isso é bom!), com roteiro espertinho, o típico filme “encontrado” em festivais pequenos por executivos de grandes estúdios, Juno acabou com 4 indicações ao Oscar e uma bilheteria polpuda.
A história da menina de 16 anos que engravida num sofá e tem um telefone de hamburger foi escrita por uma ex-estriper, a grande estrela disso tudo. Diablo Cody era publicitária, não ganhava dinheiro e resolveu dançar e tirar a roupa. Continuou escrevendo no meio tempo até que conseguiu vender um roteiro pra uma produtora pequena e fizeram Juno. Engraçadinho, com diálogos rápidos, o filme é bacana, bem dirigido, mas não é nada demais.
Sabe aquele filme que a menina vai contar aos pais que está grávida, eles super entendem e perguntam quem é o pai e quando ela diz eles tiram sarro porque o moleque é um nerd? Esse é Juno. Imagine um episódio de Gilmore Girls passado nos subúrbios, com a menina espertinha e bobinha, a família bacana dela e uns ricaços pra fazer o contra ponto. Essa menina é vivida pela grande Ellen Page, atriz que estourou em Meninama.com e que é perfeita pra esse papel, com sua imagem de adolescente espertinha e malucona. Ela tá perfeita no papel, parece até que o filme foi escrito pra ela.
Tudo isso embalado por uma trilha sonora bacana mas meio melosa até, indie demais, produzida pela Kimya Dawson, do The Moldy Peaches, amiga de Cody, que ouvia a banda o tempo todo das filmagens e que acabou chamando a atençao do diretor Jason Reitman, filho do Ivan, diretor de Ghostbusters. Na trilha tem Belle & Sebastian, Sonic Youth tocando Carpenters, Mott The Hopple, Velvet e obviamente Cat Power. A própria Dawson escreveu três canções originais pro filme, que são lindinhas também, como todas as outras. Parece até que “Anyone Else But You”, do The Moldy Peaches, cantada pela dupla principal do filme, serviu de base para o roteiro: “You’re a part time lover/And a full time friend”.
Apesar disso tudo, Juno é um filme que deve ser visto. Umas risadas, um pouco de choro, se você for mais sensível (beeeem sensível) e duas horinhas de diversão garantida. Mas só. O que já é demais, nesses dias de filmes porcaria.

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