PEQUENA MISS SUNSHINE (post vintage)


Bom, que fique registrado já no início do texto, o Pequena Miss Sunshine é um lixo!

Pseudo qualquer coisa, auto-ajuda de quinta. Os diretores não perceberam que o personagem do Greg Kinnear, no fim das contas, seria uma maldição pro filme: um escritor de uma teoria de auto ajuda que fracassa ao tentar lançar seu livro. O filme acaba sendo um filme com uma “filosofia” (fraqunha demais) de união, de família, de valores e toda essa babaquice politicamente correta com uns toques de piada de mau gosto, mas que não funciona, como na teoria dos “9 Passos” do personagem do filme.

Tudo é mal contado, mal explicado. A estética é estranha, a direção de arte é errada, os atores até que se esforçam e quem se sai bem disso tudo é o Steve Carell, o cara que tá virando sensação na tv e no cinema americano. Ele é o tio suicida e gay deprimido do caldeirão de estereótipos do filme.

A história é a seguinte: Olive é uma menina de 8 anos de idade que ficou em segundo lugar em um concurso de miss mirim qualquer coisa. A primeira colocada do concurso tem algum problema e ela é convocada a assumir a primeira colocação e vai participar do concuro de “Pequena Miss Sunshine”. Só que sua família mora em algum buraco e tem que ir até Los Angeles em 2 dias onde o concurso vai ser realizado. Como ninguém pode ficar pra trás, eles atravessam o país numa kombi amarela toda cagada e claro que conseguem chegar no seu destino. Mas no meio do caminho eles discutem suas relações dentro do carro e nos enchem o saco!

A família disfuncional é composta do pai escritor fracassado, a mãe que não se sabe de onde veio e que tenta segurar a onda mas não ajuda e nem atrapalha, seria melhor se nem estivesse por lá no fim das contas. O avô cocainômano boca suja que fala o que quer e o que não pode. O filho que resolveu parar de falar há 8 meses. O tio suicida. E a filha que quer ser estrela e vive em seu mundinho de walkman e não vê nada a seu redor. Sorte dela!

Abigail Breslin deve ser catapultada ao estrelato por esse filme, uma nova Dakota Fanning. A menina é ótima, seu papel é ótimo e no final, quando ela se apresenta no concurso, seu número de dança é sarcástico e diferente, digamos assim, do resto.

O filme seria bacana se os atores não se esforçassem tanto. Ou se o roteiro não fosse tão ruim. Ou se o diretor fosse melhorzinho. Ou se a diretora não tentasse fazer da mãe a salvação da família ridícula. Ou se o os clichês não fossem tão óbvios. Quer dizer, pro filme ser bom, teria que começar tudo de novo. E agora já é tarde.

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