VOLVER (post vintage)


É impressionante a capacidade de diretores de cinema creiarem mudos tão particulares em sua filmografia. Isso que os faz gênios. Qaundo esses universos criados nos são tão familiares e tão distantes ao mesmo tempo. Hitchcock, Bergman, Fellini, Buñuel, só pra citar uns poucos, são aqueles que nos deixam com vontade de ver “o próximo Lynch”. Almodóvar está nessa categoria. E o cara é tão fodão que nem mais é Pedro Almodóvar, é só Almodóvar. Virou marca, nome simples e próprio.

“Volver”, seu mais novo petardo, não é sua obra prima, não é um dos seus 3 melhores, como são “Tudo Sobre Minha Mãe”, ou “Mulheres A Beira de um Ataque de Nervos”. Mas Volver é uma aula de direção de ator. No caso, de direção de atrizes. Mais uma vez Almodóvar faz um filme que gira em torno do universo feminino, onde os atores só aparecem pra foder com a vida das mulheres. E na maioria dos casos terminam mal. Homens e mulheres.

O maior mérito de Volver pra mim são na verdade dois: trazer de volta Carmen Maura, musa, atriz fantástica, brigada com Almodóvar desde Mulheres e que agora volta envelhecida, sem maquiagem, sofredora e a que faz sofrer. O cara é bacana, traz a atriz de volta, mas a atrizz deve ter feito alguma pra ele, porque ele fez questão de deixá-la bem feia no filme. O que no caso, foi ótimo pra ela, meio que o tiro saindo pela culatra. Diferente do segundo mérito do filme, Penélope Cruz. Pra mim, Penéolpe sempre foi a atrizinha mediana e feinha que alguém ressolveu que era bonita e que podia sair em capa de revistas. Nunca engoli. Cada filme que ela fazia, mais bode eu tinha. Mas seu RP deve ser bem fodão, porque além de tudo isso, ela foi namorada ate do Tom Cruise, e se eles se casassem ela ia se chamar Penélope Cruz Cruise, nome bem bom. De qualquer maneira, Volver é o filme da Penélope. Ela já pode morrer ou se aposentar depois desse filme, porque vaitomarnocuzinhorosa como ela tá bem, e tá linda e tá bem demais. É uma pobretona que mora no subúrbio de Madri, casada com um filhodaputa e com um cabelo fodão e com o olho mais lindo do cinema desde Sophia Loren nos anos 50.

O cara perdeu tempo com ela, demorou dirigindo, e valeu a pena. Ela passa o filme com os olhos mareados, prestes a chorar. E quando chora… Ahhh, eu tinha vontade de chorar junto, nem pelo melodrama todo dela, mas só porque ela tava ali chorando. Força dramática é pouco!

A mulher ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes esse ano e duvido que não ganhe o Oscar. Ao menos que os caras resolvam dar pra uma idiota qualquer do nível da Gwyneth mais uma vez.

Menos barroco e mais dramático, menos colorido e mais contrastado, Volver é o filme que Almodóvar faz pra que a gente se lembre de acender uma vela pra ele de vez em quando pra que ele continue nos deliciando dessa forma.

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