Missão Impossível 3

 

Tom Cruise é o cara que mais corre no cinema atual.
E o que mais leva a sério essa história de correr.
E eu tô falando de correr correr mesmo, nada figurado.
Em todos os seus filmes ele dá um pique, pelo menos uma corridinha.
Em Missão Impossível 3 não é diferente: num momento crucial do filme ele dá uma corrida absurda por umas ruas estreitas de Xangai, isso num plano sequência muito bom.
E ele se esforça quando corre, sofre, parece todo retesado, todo concentrado.
O MTV Movie Awards deveria criar um prêmio especial para o ator só pelas corridas dele em filmes, em especial por esse filme!
Mas fora isso tudo, o filme é bem bacana, redime o fiasco que foi o segundo da série, dirigido por John Woo, pelo grande John Woo, e dá uma sobrevida ao agente Ethan Hunt, retomando a boa mão que começou com Brian De Palma.
Nesse filme, dirigido pelo genial J. J. Abrams, criador de LOST, Hunt está para se casar com uma noiva que obviamente não sabe de sua real identidade profissional, pensando que ele é um engenheiro de trânsito. Em sua festa de noivado, ele recebe um telefonema que o chama para mais uma missão impossível, daquelas que se aceitar, é totalmente sigilosa e não conta com o apoio do governo e todo o resto que nós sabemos. Daí descobrimos que Hunt está cansado dessas missões e que tem sido ultimamente treinador de agentes de campo. Só que ele é chamado porque sua pupila é sequestrada pelo grande vilão do momento, um americano mercenário que vende as piores coisas para os piores governos/assassinos/terroristas/ditadores do mundo, daquelas coisas do tipo armas poderosas que causam invasões americanas em países do golfo pérsico.

E é disso mesmo que eles estão atrás, algo chamado Pé de Coelho,algo suficientemente perigoso para gastarem 180 milhões de dólares num filme desses.

O agente Hunt, para prender o malvado, personificado pelo oscarizado e amigo de Cruise Phylip Seymour Hoffman, faz de tudo: sequestra o gordinho, invade o Vaticano, produz em 10 minutos uma máscara com o rosto do bandido, briga em italiano numa rua de Roma, foge do ataque de um caça que lança mísseis e bombas numa ponte cheia de carros de civis, foge da polícia secreta americana, pula de um prédio de 280 metros de altura pra outro prédio ao lado em Xangai, dá a já citada corrida pelas ruas estreitas, leva um choque proposital para tentar parar uma bomba implantada na sua cabeça, ops, falei demais!

O filme é uma montanha russa, não pára um segundo. Já começa na pauleira, com o malvado torturando a esposa de Hunt na sua frente para que ele conte onde escondeu o tal do artefato estranho/perigoso. E daí volta num super flash back pra mostrar o que os levou até lá.

O elenco do filme, além dos dois citados tem mais algumas atuações dignas de crédito: Ving Rhames, como o companheiro perfeito de Hunt continua dando um show; o hype do momento Jonathan Rhys Meyers que brilha em Fim de Jogo (post abaixo) de Woody Allen aqui é um coadjuvante de luxo; Billy Crudup como o amigo de Cruise na agência de espiões, com cara de bonzinho dissimulado mostra o grande ator que é e só não rouba o filme por causa de Hoffman, que cada vez mais, mostra a que veio. Em qualquer filme que atue, do mais cabeça como Magnolia e Capote, ao mais pipoca como esse Missão, Hoffman parece disposto a dar um show de interpretação, nos fazendo esquecer, se é que isso seria possível, do seu último personagem, fazendo o próximo melhor e mais instigante ainda.

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