Orgulho e Preconceito


Eu fico impressionado com a lógica (ou com a falta dela) de Hollywood.
Orgulho e Preconceito é um filme bem besta inglês que teve uma caralhada de indicação pro Oscar desse ano.
Tudo bem que os americanos pagam pau pra os ingleses colonizadores, pela história que eles têm etc.
Mas achar que esse filme tenha mais "valor" do que o grande injustiçado desse ano Marcas da Violência é um absurdo!
A história é aquela mesma que já conhecemos de ooutras versões no cinema da menina pobre e inteligente que conquista o rico e inteligente Mr. Darcy, tão famoso por seu ar de superioridade.
Nesse caso, a menina é a atriz Keyra Knightley, a revelação do cinema inglês que estourou em Hollywood em Piratas do Caribe.
Ela é boa, bonitinha e foi eleita a mais bem vestida da festa do Oscar desse ano (se é que isso quer dizer qualquer coisa).
Mas vemos também os paga-paus ianques indicando ano após ano a grande Judy Dench que rouba praticamente as cenas de todos os filmes que participa.
De qualquer maneira, os ingleses tentam fazer uns filmes bacanas e de vez em quando, bem de vez em quando, acabam conseguindo alguma coisa interessante.
Bom, de vez em quando mesmo, acho que os últimos interessantes foram filmes de máfia inglesa. Na verdade, acho que mais que filmes bons, alguns grandes atores têm saído da ilha como o novo 007 e a oscarizada dirigida por Fernando Meireles.
Assim sendo, Orgulho e Preconceito é mais um desses filmecos bem dirigidos, com luz boa e direção de arte interessante com uns atores diferentes dando tudo de si. E com uns atores fodões em papéis menores se sobressaindo de todos os outros como o casal Donald Sutherland e Brenda Blethyn e a já citada Judy Dench.
Aliás, Dame Dench deve ser a recordista de papéis de "dama" no cinema inglês: todo filme com uma baronesa, condessa, rainha, ou qualquer coisa que o valha, tem a atriz em algum papel, por menor que seja.
Nesse caso, ela é de novo uma ricaça com um título nobre num papel mínimo e relevante.
Mas nada disso salva o filme: longo, sem graça, mas com uma trilha sonora bem bacana.
O velho e bom "bonitinho mas ordinário". Acho que deveria ter entrado na sala do lado e assistido Firewall, pelo menos lixo assumido!

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Um pensamento sobre “Orgulho e Preconceito

  1. eu creio que o senhor está enganado com seu julgamento sobre o filme.
    Não há nada de ilógico nele, e se o fato de ser um romance lhe desagrada então creio que não deveria espor a suas opiniões tão bruscamente!
    Não estou certa de que tenha lido o livro para sentir a qualidade do best seller de Jane Austin, mas creio que para se fazer uma crítica construtiva de um filme se deve ser muito informado!
    gostaria de salientar, portanto, que não concordo com ela (sua crítica) mas sou do pensamente de que todos tem a sua opinião e que não se deve discutir tão avidamente sobre ela!
    Em todo caso, devo dizer que sou totalmente contra de que seja um “filmeco” sendo que o senhor não acredita na literatura e também, devo dizer que acredito totalmente no julgamento de pessoas que são, com certeza, mas proficionais e mais competentes no julgamento que o sr.
    portanto quero deixar assim meu comentário!

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