Capote e Johnny & June


 Dia engraçado no cinema: assisti, na volta do carnaval, Capote e Johnny e June, quase na sequência.
E fiquei meio decepcionado com os dois.
Começando com Capote.
O filme é bacana, fotografia linda, direção de arte bacana, direção relax, sem modismos ou estrelismos exacerbados. O que acontece é que a história é muito boa: o já famoso escritor Truman Capote, em 1959, fica sabendo de um crima no interior do Kansas, perto de onde o furacão levou a Dorothy, e acha que a história daria uma boa matéria para a revista que ele escrevia. Vai pro tal fim do mundo e descobre que a história daria, na verdade, um livro.
(Se ele morasse hoje no Rio de Janeiro, por exemplo, escreveria um livro por semana, senão um por dia.)
Philip Seymour Hoffman dá um show no papel do escritor gay, meio dândi, que se apaixona por um dos envolvidos no crime e faz de tudo, de tudo mesmo, pra conseguir todas as informações que ele quer para escrever seu livro.
Claro que ele ganhará o Oscar, claro que ele continuará ser elogiado por essa performance o resto da vida e claro que um dia ele reclamará do fardo que isso será pra ele, mas com certeza o papel é um presente para um ator bom do nível dele.
O filme na verdade poderia ser uma discussão sobre moral e escrúpulos, mas o diretor e o roteirista preferem centrar mesmo o foco em Capote e suas "técnicas" de persuadir quem lhe interessa, técnicas essas bastante discutíveis, apesar de mostrá-lo chorando bastante em momento decisivo do filme.
Acho que a indicação de Catherine Keener para o Oscar de coadjuvante um exagero, apesar de gostar muito dela, principalmente em filmes como Sendo John Malkovich.
Mas o filme é bacana, vale a pena assistí-lo.

Ao contrário de Johnny e June.
O filme poderia ser maravilhoso, mas é chatinho, careta, acabou sendo uma historinha de amor banal, se não fossee pelo problema das drogas do personagem principal.
O filme é a história de Johnny Cash, o grnade músico americano e seu amor por June Carter, uma famosa cantora "country, com quem excursionava no início dos anos 60's em turnês com os grandes nomes do início do rock como Jerry Lee Lewis, Elvis, Roy Orbinson dentre outros.
A história acaba sendo uma história besta de um astro de rock doidão, casado com 3 filhas, que vindo de uma família pobre, com problemas com o pai, saudades do irmão que morreu na infância, por causa da pobreza, acaba se perdendo no meio do sucesso, saindo com mulheres, tomando pílulas e mais pílulas de anfetamina o tempo todo, brigando com a mulher, sumindo e se apaixona pehttp://www.blogger.com/img/gl.link.gifla colega cantora.
Joaquin Phoenix tá bem bom no papel de Cash, principalmente quando canta, quando faz os shows, daí vemos o quanto ele poderia ser um rock star.
Reese Whiterspoon também dá um showzinho à parte cantando, mas sua interpretação é apenas OK, nada que faça com que seja tão exagerada toda essa adoração a ela recente, inclusive com um papo que seu próximo cachê será de 29 milhões de dólares.
Como assim?
Eu, sinceramente, não via a hora do filme terminar.
E olha que sou fã de carteirinha do velho e bom River Phoenix (de onde veio esse Joaquim?).
Em dois filmes no mesmo dia, que mostram dois fortes concorrentes ao prêmio de ator principal, o saldo acaba sendo negativo.
Tá bom, ficou na média, pelo acting de Hoffman, inesquecível e exemplar.
Mas só.
Pouco demais pra mim.
Quer ver grande atuação de ator, é só ver James Mason em Lolita, meu filme do carnaval!

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