OS PRODUTORES (post vintage)



Nada como começar o ano dando risada no cinema.
E muita risada.
Fui assistir, numa tarde de segunda feira quase feriado, Os Produtores, refilmagem do hilariante Primavera Para Hitler, de Mel Brooks, de com uma das melhores duplas de filmes de todos os tempos, Zero Mostel e Gene Wilder.
Mel Brooks, o gênio, refez seu filme dos anos 60’s para um musical da Broadway.
Com a darling dos palcos Susan Stroman dirigindo, eles refizeram o filme como um musical e usaram a mesma dupla do teatro como par principal do filme: Mathew Broderick e Nathan Lane.
Aqui um parêntese: o que aconteceu com o grande Broderick que nnao se tornou o grande ator de sua geração, ou mesmo o grande astro de sua geração? Curtindo A Vida Adoidado, ou o bom e velho Ferrys Buellers,s Day Off é o cláaaaaaaaaaaaaaaassico dos 80’s! Se alguém tiver uma tese razoável, me diga, por favor.
Ao filme: ele funciona magistralmente. O roteiro é exatamente o mesmo, a história de uma fracassado produtor da Broadway (Lane) que tem uma idéia junto ao seu contador (Broderick) de ganhar muito dinehiro fácil produzindo a pior peça de todos os tempos, um musical contando a história de Hitler.
Pra isso, a dupla procura o pior diretor, uma bicha louquíssima com uma equipe genial de outras bichas caricatas e uma caminhoneira péssima, procura o pior elenco possível, faz de tudo para que dê errado.
E a gente morre de rir!
Duas coisa ótimas do filme: Uma Thurman, como a sueca gostosa e linda dublê de secretária e estrela do musical, linda como nunca. E Will Ferrel, como o doido alemão nazi que escreve a peça em homenagem ao seu fuhrer e fica puto quando ela é deturpada. O mala Ferrel só devia fazer papéis adoidados assim!
Eu tenho a impressão que esse filme deve ter custado mais que os últimos 4 filmes que Mel Brooks fez, com certeza. Mas não é um dinheiro mal gasto, muito pelo contrário.
A dupla, mais uma vez, funciona commo um azeite, Lane o gênio que é e Broderick me deixando com dor de barriga cada vez que ele pegava no seu paninho azul e tinha um ataque de pânico!
Ri muito, apesar do filme ser bem longo, uma praga do atual cinema americano!
Outro parêntese: dos últimos filmes que eu vi no cinema, acho que 90% deles tinha quase 2 horas de duração. Pergunto: pra quê tanto?
Tá tudo muito lindo, quando hoje, passando em frente ao espaço unibanco vejo que estão reprisando o original, Primavera Para Hitler. Como só havia visto esse filme em vhs pirata nos anos 80’s, resolvi conferir em tela grande.
O filme é bem legal também.
De novo, a dupla central funciona muito bem, Mostel é perfeito com sua careca e seu cabelo vindo de trás e se despenteando todo o tempo inteiro e Gene Wilder, ai ai ai, que falta faz filmes com Gene Wilder.
Recentemente morreu o grande Richard Pryor, que fez algumas comédias impagáveis com Wilder, como o estupidamente engraçado See No Evil, Hear No Evil, só nostalgia!
A grande diferença entre os dois filmes, além de um ser um musical e o outro não, é que no filme recente o diretor é gay e usa todo o seu aparato pra transformar Hitler num personagem de cabaré de quinta. Já no filme original, feito nos 60’s, Hitler é interpretado por um ator todo freak, que suas iniciais são LSD, e Hitler ganha esses ares de hippie, que é tão engraçado quanto. O fuhrer fica tão bem desmunhecando quanto chamando todo mundo de “babe”, muito bom!
Com Mel Brooks por trás de tudo, inclusive do filme original, com certeza não seria ruim.
E pra um início de ano, tá muito é bom!
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