9 Songs

12 de junho de 2005 – 0h

9 Songs
dir: Michal Winterbottom

Eu acho que as provas de amor eestão nos detalhes.
Na noite do dia dos namorados e por coincidência noite de comemoração de 1 ano de namoro, teve também por coincidência a pré-estréia do por mim esperadíssimo 9 Canções, do meu herói Michal Winterbottom.
O filme vem sendo há muito amado e odiado aos borbotões pela net, por causa do sexo explicíto, por causa dos shows de rock, por causa dos não-atores.
E eu amei o filme por tudo isso, pelos memso motivos que fazem tantos o odiarem.
A cultura pop é foda, qualquer coisa é motivo pra detoná-la.
Mas renegá-la é a pior coisa que se pode fazer.
O mundo é pop, o mundo não é erudito, não é pós-moderno chato, não é brega.
O mundo é pop.
E não aceitá-lo assim só deixa a vida (e o mundo) mais difícil e mais chato e mais complicado e mais sem graça e mais besta.
O filme é demais: uma história de amor que começa num show do Black Rebel Motorcycle Club, vai pra casa onde o casal trepa muito e onde vemos detalhes genitais há muito não vistos com tanta crueza e beleza numa telona de cinema )sem contar os pornôs do centrão).
Ela é linda, gostosa, magra, excitada.
Ele é mais baixinho que ela, interessante, com pauzão e adora chupar a buceta dela.
Depois de um show do Von Bondies, eles voltam pra casa e trepam mais ainda.
Depois do show do melancólico Elbow, ela chora.
Depois dos lindos Dandy Wharols, ele a prende na cama.
Depois do Primal Scream, ela o prende na cama.
Num puteiro onde uma gostosona tatuado fica se esfregando nela, rola Goldfrap e a gente quase chora de tesão.
Numa noite linda de comemoração eles vão assistir um concerto do genial Michael Nyman e daí a gente chora de verdade.
E tem ainda ao vivo Super Furry Animals, Franz Ferdinand.
O que interessa aqui é o velho e bom sex, drugs and rock’n’roll, trilogia que o filme se baseia.
O sexo é ótimo, feito com tesão mesmo, e na urgência da câmera digital, mostrado sem pudor e com a pulsação linda de uma gozada na barriga depois de uma chupada com gosto.
Chorar depois do show do Franz Ferdinand.
Cheirar antes de assitir Michael Nyman.
Ficar triste quando avisado da separação.
Trabalhar no Ártico estudando o gelo e viver a vida com o maior calor possível.
E no fim assistir sozinho outro show do Black Rebel e ouvir que “ela foi embora e me deixou de coração partido”.
Alegre, tesão, triste e lindo.

Ah, a prova de amor.
Numa noite tão importante como essa, dia dos anmorados, 1 ano de namoro, seria óbvia a predileção por um jantar ou sexo direto.
Mas não, não fui sozinho ao cinema.
E o filme fez um efeito maravilhoso em ambas as partes.
Amei mais ainda.
Amo mais ainda.

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