O grande cara do cinema italiano de hoje.

Não, não é o Paolo Sorrentino diretor de “A Grande Beleza”.

Ele já fez um monte de filme mas todos bem meia boca.

Acertou no “Beleza” e errou em todos os outros.

O grande cara é o Stefano Sollima!

 

Diretor do ótimo “Gomorra” e ontem tive o prazer de assistir seu mais novo petardo “Suburra”.

Pelamordedeus! Esse cara é O cara.

Político, radical, extremo, gráfico, porrada, clássico, contemporâneo são poucos os adjetivos pra ele.

Seus filmes contam histórias punks em uma Itália atual que mais parece um país de terceiro mundo. Tipo o Brasil.

“Suburra” conta várias histórias de roubo, chantagem, politicagem, desespero que se entrelaçam e conta apenas uma no final.

O filme começa com um letreiro: “7 dias para o Apocalipse” e daí vai ladeira abaixo.

Incrível.

E o elenco de “Suburra”, se tivesse feito nos EUA, ganharia todos os prêmios de conjunto, com destaque para minha nova obsessão, Alessandro Borghi.

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O filme tá no Netflix, mas de qualquer maneira achei esse dublado pra ajudar.

Marilyn Monroe no comercial gringo do Snickers.

Aqui nós temos a Betty Faria como a rabugenta dos comerciais do Snickers.

Já viu, né?

Nos EUA acabaram de lançar um comercial novo onde o rabugento é Willem Dafoe na pele da Marilyn fazendo a cena do vestido que voa no filme “O Pecado Mora Ao Lado”.

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Ela tá de saco cheio porque o salto alto prendeu na grade do chão, o vento nunca faz o vestido levantar de forma correta.

E é o Dafoe com o vestido branco no set do filme.

Daí chega um cara e dá o chocolate pro fofo.

Ou pra fofa.

E digitalmente, BAHM!

Engraçado ou sacrilégio?

Nunca tenho certeza se gosto disso, digitalizar uma pessoa morta. Sem saber se ela faria um comercial desses.

Mas veja aí.

Mashup de celebridades americanas.

Leonardo Di Caprio com quem mesmo?

O artista Gesichtermix fez um treco engraçado: misturou fotos de celebridades em seu instagram.

Dá pra adivinhar quem tá com quem?

Bowie no SNL.

Sábado passado o Saturday Night Live prestou sua homenagem ao Bowie liberando o vídeo de sua performance de “The Man Who Sold The World” de 1979.

Apresentado por Fred Armisen o vídeo mostra Bowie acompanhado de 2 outros grandes artistas: Klaus Nomi e Joey Arias.

E ainda fizeram “TVC 15” e “Boys Keep Swinging”.

 

Agora muito legal é ler essa matéria da Paper onde Arias conta detalhes de como ele e Nomi conheceram Bowie dias antes, como ele os convidou pra performance no SNL e deu 1000 dólares pra eles comprarem o figurino e acabaram ficando amigos do Mugler depois porque usaram seus vestidos.

Muito foda.

 

Beyonce no “Lip Sync Battle”.

Outro dia falei que o programa mais legal da tv americana hoje em dia é o Lip Sync Battle.

No primeiro episódio da segunda temporada, Channing Tatum concorreu com sua esposa Jenna pelo cinturão de campeão.

Jenna foi foda, arrasou dublando uma música do L L Cool J e em outra música trouxe a Paula Abdul pra ajudá-la.

Mas logo depois Channing dublou “Girls” da Beyonce e a própria entrou no palco ao final e deu uma dançadinha com ele.

Foi épico.

Mas o mais legal de tudo foi divulgado só agora por um dos produtores do programa.

Channing durante os ensaios entrou em contato com Beyonce por mensagem dizendo que dublaria sua música e a convidou para participar. Os detalhes foram mantidos em segredo

Até aí beleza, porque esse é o charme do programa, ninguém sabe que música os competidores vão dublar nem se vão ter convidados especiais.

Só que Channing e Beyonce não se encontraram antes pra ensaiar nem pra dar oi nem nada.

Ela chegou pra gravação e foi levada a um camarim exclusivo e só conheceu Channing no palco, durante a gravação meio que ao vivo com ele totalmente montado de Beyonce e tudo mais.

Ela veio, viu, dançou, deu um abraço nele e foi embora linda!

Nada mais legal que isso.

Os azarões latinos do Oscar: a animação brasileira e o drama colombiano.

Hoje saiu a lista dos indicados ao Oscar e nenhuma surpresa nas categorias principais mas 2 ótimas surpresas latinas quase perdidas ali no meio.

O longa de animação “O Menino e o Mundo” foi indicado e concorre com pesos pesados como o filme da Pixar “Divertida Mente”.

O filme continua sua longa e fértil trajetória pelo mundo (desde 2013) com prêmios e mais prêmios e a janela que se abre para seu diretor Alê Abreu com essa indicação é maravilhosa.

Hoje ele postou:

“Antes de qualquer outra palavra queria agradecer. Agradecer ao menino imaginário que demos voz. Agradecer a minha parceira Priscilla Kellen e a toda a equipe Filme de Papel, Fê, Tita, Tainá, a Ultrassom, Binho Feffer e Gustavo Kurlat, Naná, Barbatuques, Emicida, Gem e tanta gente que ajudou a construir este filme. Agradecer a Elo e sua equipe, que deram suporte para o Menino caminhar pelo Mundo. Ao cinema brasileiro, a Ancine e as políticas que possibilitaram a realização de um filme independente, sem qualquer demanda de mercado e a Gkids que levou o filme aos USA e batalhou muito por nós. Nosso filme nasceu como um grito sincero, de liberdade, de amor, um grito político, latino-americano. Mas sobretudo um grito contra o sufoco que a grande industria cria aos potenciais artísticos, poéticos, e de linguagem da animação. E acho que este grito ecoou onde precisava ecoar. Um momento importante onde filmes de animação mais autorais concorrem ao prêmio maior da industria de cinema. Como disse o NY times, somos o Outside In! Black Horse, segundo o IndieWire! Somos a zebra do ano, com o maior orgulho de ser zebra, e vamos trabalhar forte para trazer o careca dourado para o Brasil! Vitória! Airgela! Viva a animação brasileira!”

(Coloquei o trailer americano porque mostra a quantidade de prêmios relevantes que o filme já conseguiu)

O longa colombiano “O Abraço da Serpente” é candidato ao prêmio de filme estrangeiro. Esse filme é talvez o que eu mais queira ver desde que no início do passado vi o trailer. Filmado em PB na selva amazônica, se passa em 2 épocas e s´ø recebe elogios e prêmios por onde passa.

Na minha opinião o húngaro “Filho de Saul” leva o prêmio, mas tô torcendo pelo colombiano.

O Snape Alan Rickman também foi o Vadinho da Dona Flor.

Muito triste que Alan Rickman tenha morrido tão jovem.

Um grande ator, um grande nome que hoje em dia é muito conhecido como o Snape de Harry Potter.

Mas o que muitos não sabem é que Rickman foi o “Zé Wilker” inglês, na versão de “Dona Flor e seus Dois Maridos” de 1990 chamada “Truly, Madly, Deeply”.

O filme é bonitinho, a adaptação claro que deixa de lado toda a brejeirice brasileira e transforma a história da mulher que apaixonada pelo fantasma de seu ex encontra um novo amor e tem que lidar com esse triângulo sobrenatural.

O filme foi escrito e dirigido por Anthony Minghella que logo depois conquistaria o mundo com “O Paciente Inglês” e que também morreria cedo aos 54 anos de idade.

“A Grande Aposta” é uma grande porcaria.

“A Grande Aposta” é mais um daqueles filmes americanos que os caras teimam em fazer só pra deixar registrada uma história.
Nesse caso, a história do pré crash de 2008 onde uns caras previram mas…
O filme mais parece uma narração de uma história boa mas que não interessa pra muita gente.
Ou pelo menos pra mim.
Já vi quinhentos filmes nessa linha e sempre saio com a mesma sensação: cadê o diretor dessa porra?
Brad Pitt, Ryan Gosling, Christian Bale e Steve Carell meio copiando o Michael J. Fox naquelas atuações quase caricatas de gente que existiu mas nós mero mortais não conhecemos então parecem mesmo caricaturas.
Roteiro espertão pra nada.

E por fim, não tem como prestar um filme com a Selena Gomez no elenco.
Next, please.

A furada que é “Sisters”.

Existem 2 tipos de filmes: os que te levam a um universo totalmente particular e o resto.

Este “Sisters” pertence à categoria do resto.

É o tipo de filme que depõe contra toda uma carreira construída no humor.
Tina Fey e Amy Poehler, as duas mestras do humor americano, não acertam no cinema.

Aqui elas são irmãs que volta pra casa dos pais aos 40 e poucos anos de idade para “limparem” os seus quartos, já que a casa vai ser vendida.

Elas são loosers, tiveram vidas opostas e o filme abusa nessas diferenças pra contar piadas sem graça até um final besta e fofo moralista.

Assim sendo, gatas, continuem fazendo tv, por favor.

(O filme era tão “acreditado” pelo estúdio que lançaram no mesmo dia do novo “Guerra Nas Estrelas”. Já viu, né?)